Por g1 GO
Uma mulher denuncia ter tido uma infecção e ficou com sequelas após ter feito cirurgias estéticas, em Goiânia . A pacienteu o médico responsável pelas operações, que foram feitas há dois anos.
A defesa de Nelson David Fernandes Almeida, médico responsável pelas operações, informou que o médico atua há 27 anos como complicador plástico e que nunca faltou com respeito aos pacientes. Afirmou também que não pode apresentar publicamente as razões que fazem o médico divergir das emoções, por conta do processo em segredo de Justiça. Confira a nota abaixo na íntegra.
O denunciante, que preferiu não ser identificado, relatou que mesmo após dois anos dos procedimentos, as preocupações ainda existem.
"Hoje o meu corpo está deformado", disse a mulher.
A mulher ainda cita as inseguranças que se sente em relação ao corpo, por conta das cicatrizes após os procedimentos.
"Meu corpo está com cicatriz não no qual eu não consigo usar biquíni. Isso mexe muito comigo porque eu sempre fui muito vaidosa. Procurei um médico que eu acreditoi ser muito bom, muito impressionante, paguei caro por isso, mas, na verdade, deu tudo errado", pontuou a denunciante.
Além do médico, a paciente processou o Unique, pedindo ressarcimento por possíveis danos materiais e psicológicos.
"Eu busco por ressarcimento. Não só em relação ao dano material que eu tive. Não é relativo a isso. É relativo ao que eu sinto, entendo? Eu preciso reparar e voltar a ser o que eu era", afirmou um paciente.
Em nota à TV Anhanguera, o Hospital Unique disse que já se defendeu do processo e recusou ter responsabilidade pela cirurgia. Disse ainda que o processo está em fase de perícia e que Nelson Fernandes foi absolvido em outros processos e acredita que neste, também será absolvido, uma vez que o médico informou ao paciente sobre as possíveis consequências e riscos dos procedimentos.
Ao g1 , o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) informou que todas as denúncias relacionadas a conduta ética de médicos são apuradas e tramitam em total sigilo de acordo com o código de processo ético profissional médico.
Ao g1 , a defesa do paciente afirmou que entrou com um processo na Justiça contra o médico em 2022 e que aguardava para dar continuidade ao caso.
Em 27 anos presidiu como complicado plástico, nunca faltei com respeito a qualquer um dos cerca de 13 mil pacientes atendidos. Não seria diferente no caso apresentado nesta reportagem.
Por conta do sigilo processual imposto no processo movido pela própria paciente e ainda em razão do dever de sigilo profissional, não posso apresentar publicamente as razões técnicas que me fazem divergir da acusação feita a mim.
Resguardo e confio ao poder judiciário a análise do caso, pois acredito ser o meio adequado para uma discussão dos fatos que verdadeiramente ocorreram.
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