Ministério da Saúde confirma mortes de indígenas por envenenamento no Araguaia

A identidade e a quantidade de vítimas não foram informadas até o momento


Por Rota Araguaia em 10/08/2023 às 16:57 hs

Ministério da Saúde confirma mortes de indígenas por envenenamento no Araguaia
Reprodução

Primeira Página

 

O Ministério da Saúde, por meio de nota, confirmou a morte de indígenas que estavam em atendimento na enfermaria da Casai (Casa de Saúde Indígena) de Campinápolis, a 656 km de Cuiabá, em 27 de julho. A identidade e a quantidade de vítimas não foram informadas até o momento.

O caso foi denunciado pelo cacique da Aldeia Palmeira, Adalberto Omnhorowé Odzarana, do povo Xavante, nessa segunda-feira (7). A Polícia Civil confirmou o registro da denúncia por envenenamento de água potável, mas por envolver indígenas e ter ocorrido dentro de uma unidade federal, o caso foi encaminhado à Polícia Federal.

A Polícia Federal foi procurada pela redação, mas não houve retorno.

O que diz o cacique

Segundo o cacique, o caso ocorreu em 27 de julho. Ele e a esposa estavam sendo atendidos na unidade de saúde quando a enfermeira de plantão entregou um comprimido e um copo com água para sua esposa.

Ela sentiu um cheiro forte de água sanitária e questionou a enfermeira se era veneno. Depois, ela levou o restante do líquido para o marido, que também sentiu o cheiro de água sanitária.

O cacique afirma ter dado o copo com a água para o técnico de enfermagem do local e pediu para ele beber. Porém, segundo o cacique, o profissional cheirou o líquido, disse que era água sanitária e jogou fora.

Outras sete mulheres beberam o líquido e todas passaram mal, sentindo dores abdominais e vômitos.

Adalberto afirmou que duas pacientes foram encaminhadas para o Hospital Municipal e, depois, para o Hospital Regional de Água Boa.

Uma delas era gestante e teria perdido o bebê. A outra era uma idosa, que foi encaminhada para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), após ter bebido o líquido.

O líder indígena ressaltou que a sua mulher sente dores abdominais e tem dificuldade para se alimentar até hoje.

A redação entrou em contato com a SES (Secretaria Estadual de Saúde) que informou que o Hospital Regional de Água Boa é gerido pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde da região.

Já o hospital informou que não tem informações sobre o caso.



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