Motorista confessou à polícia que bebeu quatro cervejas antes de dirigir, atropelar e matar árbitro

Elaine Chagas invadiu a contramão, bateu de frente contra o motociclista e, depois, continuou com garrafas nas mãos. Motorista está presa.


Por Rota Araguaia em 12/07/2023 às 10:14 hs

Motorista confessou à polícia que bebeu quatro cervejas antes de dirigir, atropelar e matar árbitro
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por g1 Goiás

A professora Elaine Chagas, de 45 anos, presa por atropelar e matar o árbitro Edivaldo Marinho, de 49, confessou à polícia que bebeu quatro cervejas antes de dirigir e causar o atropelamento em Senador Canedo, na Região Metropolitana da capital. Imagens mostram que a motorista invadiu a contramão, bateu de frente contra o motociclista e, depois, continuou com garrafas nas mãos.

g1 não conseguiu contato com a defesa de Elaine até a última atualização desta reportagem.

O acidente aconteceu no último domingo (9) e a prisão em flagrante foi convertida para preventiva na segunda-feira (10). No processo, o delegado Matheus Gomes descreveu ainda que Elaine continuou bebendo no local após o atropelamento.

À Justiça, a defesa da professora alegou que ela tem problemas psiquiátricos e faz o uso de remédios contínuos para o tratamento. Além disso, o advogado mostrou uma declaração que mostra que Elaine estava internada em uma clínica psiquiátrica.

Em depoimento à polícia, Elaine disse que estava indo almoçar com o namorado em Goiânia e que estava internada na clínica, mas conseguiu liberação para passar o fim de semana em casa e voltar domingo à noite.

O árbitro

 

Amoroso, inteligente e um filho exemplar. Essas foram algumas das características que a estudante Elisabeth Catanhede, de 27 anos, usou para definir o pai, Edivaldo Marinho, de 49, que foi atropelado a caminho de uma partida.

 

“Ele cuidava da minha avó porque ela ficou debilitada de saúde. Domingo antes de ocorrer tudo ele deu banho nela, limpou a casa e foi apitar o jogo pra ganhar R$ 80”, contou a filha.

 

 Edivaldo Marinho, de 49 anos, morreu após ser atropelado em Senador Canedo, Goiás — Foto: Arquivo Pessoal/Família de Edivaldo

Edivaldo Marinho, de 49 anos, morreu após ser atropelado em Senador Canedo, Goiás — Foto: Arquivo Pessoal/Família de Edivaldo

Abalada, Elisabeth disse que o pai tinha hábitos de vida saudáveis e não se conforma com o jeito que ele morreu.

“Meu pai era uma pessoa excepcional, não existia alguém como ele, era muito de bem com a vida, tranquilo, humilde, alegre, vendia saúde. Todos aqui estão despedaçados, meu pai não merecia morrer. Ele queria envelhecer bem, com saúde, pra brincar muito com os netos”, desabafou.



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