A advogada Edith Santos, membro da Associação Mundo Azul Araguaia (AMAA), de Barra do Garças, participou na segunda-feira, (29 de maio), da sessão ordinária da Câmara Municipal quando foi convidada à tribuna da Casa onde chamou contou aos vereadores sobre o modo como são tratados crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas da rede pública do município.
Militante efetiva da instituição, Edith aproveitou para fazer um convite público de uma feijoada, prevista para 25 de junho na chácara da Polícia Civil, (próximo ao Jardim Toledo), do meio-dia às 17 horas, com direito a pagode animado pela banda Animação Perfeita e ingresso ao custo de 50 reais. (associação@amaabarra, @edithsantos.adv ou pelos telefones 66 99616-0133 e 66 98458-1073, todos WhatsApp).
Edith, que é mãe de um adolescente autista de 15 anos, disse que a renda dessa feijoada beneficente será revestida à Associação e que serve também de motivo “para mostrar à sociedade a realidade de nossos filhos e a necessidade de se criar um Centro de Atendimento para crianças e adolescentes autistas em Barra do Garças.
“É preciso mostrar o quanto precisamos de atenção, o que devíamos receber, mas que passa longe dos olhos do poder público. Não é fácil a realidade de nossos filhos”, disse ela e que, depois de criado esse Centro de Atendimento (ainda sem local definido), “vamos precisar de manutenção permanente e toda e qualquer ajuda será bem-vinda”, antecipa.
Sobre o acesso de crianças e adolescentes autistas em escolas da rede municipal de ensino de Barra do Garças “falta apoio pedagógico” e, segundo disse, “existe resistência por parte da Secretaria Municipal de Educação em fornecer profissionais específicos para esse caso”.
Ela disse ainda que às vezes a mãe de um autista em idade escolar pode ficar “numa fila de espera infinita para que seu filho ou filha tenha o direito a esse profissional pedagógico que fará uma ponte entre professor e aluno para que ele ou ela possa se socializar em sala de aula”.
O OUTRO LADO
Por aplicativo de WhatsApp a reportagem perguntou ao secretário de Educação do município, Sivirino Santos como está sendo conduzida a questão dos autistas em Barra do Garças e se toda criança portado desse transtorno tem acompanhamento especial pedagógico. Sivirino, de início pondera que “há muito ‘disse me disse’ [intrigas; boataria, etc.], enquanto eu não posso ultrapassar os limites da lei. Às vezes pais, ONGs fazem suas exigências, o que é acho normal”, diz.
“De agora pra frente devem surgir um monte de coisa, mas nada que prove o contrário”, segundo o secretário. “Quando recebi a Educação tínhamos dois psicólogos, hoje são quatro. Temos duas vagas para fonoaudiólogo, mas ninguém se credenciou para essas vagas. Temos psicopedagogos, assistentes social que fazem acompanhamento nas escolas”.
Sivirino diz que às vezes o médico prescreve um laudo dizendo que a criança precisa de um cuidador. Não faria sentido uma equipe multidisciplinar. A criança precisa de um suporte maior do professor, embora os pais insistam na figura de um cuidador. Nesse momento de turbulência o pessoal só escuta um dos lados. É um problema atrás do outro. São 8 mil crianças, dentre as quais 425 ‘laudadas’ [conferidas por um laudo] e cada qual vai ver o seu lado, enquanto eu tenho uma diretriz a seguir”, conclui.
Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !