Por Ana Paula Rehbein, g1 Tocantins
A Polícia Militar revelou novos detalhes da operação Canguçu, montada há cerca de 30 dias para capturar criminosos que atacaram a cidade de Confresa (MT), no dia 9 de abril, e fugiram para o Tocantins. Depois de entrarem pela Ilha do Bananal, os suspeitos chegaram a ficar por vários dias em cima de árvores para dificultar o trabalho da polícia.
Segundo balanço, 15 homens foram mortos e dois presos, após confrontos no Tocantins. Três homens também foram capturados após investigação da Polícia Civil de Mato Grosso. Dois foram encontrados em Redenção (PA) e um em Araguaína.
Em entrevista ao Fantástico, o major Thiago Monteiro Martins, porta-voz da PM, revelou parte da estratégia usada pelo grupo durante a fuga pelo estado. Estima-se que eles ficaram por 12 dias em cima de árvores.
"A Ilha do Bananal tem mais de 20 mil quilômetros quadrados, é um ambiente bem inóspito, nós temos água, temos um terreno muito complexo. Temos informações de que os criminosos ficaram vários dias em árvores, por exemplo, tudo isso dificultando a atuação da polícia".
A tecnologia ajuda no trabalho da força-tarefa. Os policiais têm utilizado binóculos com visão noturna e drones com câmeras termais para localizar os criminosos.
O drone é da polícia do Mato Grosso e funciona tanto à noite como durante o dia, com um longo alcance. Na tela de um computador, os operadores conseguem ver em tempo real as áreas monitoradas e direcionar as equipes para verificar as movimentações suspeitas.
A polícia acredita que outros suspeitos continuam na região oeste do estado, na zona rural de Pium, Marianópolis e Caseara. Segundo a PM, as buscas vão continuar até que todos os suspeitos sejam localizados.
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Imagens de drones termais usados na Operação Canguçu — Foto: Reprodução/Polícia Militar
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