Por g1 Tocantins
O prefeito de Marianópolis, Isaias Piagem (DEM), publicou um decreto suspendendo as aulas, o atendimento médico e transporte de moradores da zona rural. A medida foi adotada por conta da Operação Canguçu, que vem perseguindo criminosos há uma semana na região.
“A questão nossa é de segurança pública mesmo, para que a gente tenha segurança com nossos alunos, nossos servidores da saúde. Em conversa com o comando [da operação] a gente achou melhor suspender as atividades na zona rural, até para facilitar para que a Polícia Militar possa fazer o trabalho dela”, comentou o prefeito.
A Operação Canguçu faz buscas pelo bando de criminosos que fugiu para o interior do Tocantins após tentar assaltar uma transportadora de valores em Confresa (MT), no dia 9 de abril. A ação acontece na região oeste e sudoeste do estado, na zona rural dos municípios de Pium, Marianópolis e na Ilha do Bananal.
A força-tarefa conta com cerca de 350 homens e desde o início da operação, na semana passada, a polícia pediu que a população evite transitar na TO-080 e estradas vicinais em um raio de 50 km do em torno de Paraíso do Tocantins. Dois suspeitos foram presos e outros dois morreram em confrontos.
Durante a fuga, os bandidos invadiram fazendas e fizeram reféns. Neste domingo (16) o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) informou que a ação criminosa tem prejudicado, inclusive, colheitas na região devido à insegurança e o risco de novas ações criminosas.
Segundo o decreto:
O decreto foi publicado neste domingo (16) e vai valer enquanto durar a operação policial na região.
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Buscas acontecem em áreas de difícil acesso na zona rural — Foto: PM/Divulgação
As buscas são feitas com a ajuda de cinco aeronaves enviadas por outros estados, barcos, drone e cães. Moradores da região dão apoio com alimentos, pontos de internet, dormitório e estrutura das fazendas.
O comandante da Polícia Militar do Tocantins, Márcio Barbosa, enfatizou que os policiais só sairão da região, quando todos os criminosos forem capturados.
Desde o início da operação foram registrados diversos confrontos entre os criminosos, que teriam se separado em dois grupos. Os policiais também apreenderam armamento de grosso calibre, milhares de munições, coletes à prova de bala, coturnos e outros materiais.
A Polícia Militar do Tocantins e de Mato Grosso identificaram dois dos integrantes da quadrilha. Eles são Raul Yuri de Jesus Rodrigues, de 28 anos, que morreu em confronto, e Paulo Sérgio Alberto de Lima, de 48 anos, que foi preso após fazer o funcionário de uma fazenda refém. O segundo morto não teve a identidade revelada.
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