Comandante da PM diz que policiais só deixarão cerco na Ilha do Bananal quando todos os criminosos forem capturados
Força-tarefa busca, há cinco dias, suspeitos de atacar Confresa (MT) e fugir para o Tocantins. Coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça disse que criminosos estão esparramados, porém cercados.
O comandante confirmou que o grupo está espalhado pela área, porém cercado.
“Eles estão cercados e manteremos esse cerco até que possamos capturar todos", informou.
Os criminosos invadiram a cidade de Mato Grosso, atacaram e atearam fogo no batalhão da Polícia Militar. Em seguida, explodiram as paredes de uma empresa de transporte de valores. A suspeita é de que eles fugiram para o Tocantins em embarcações, atravessaram os rios Araguaia e Javaés e entraram no município de Pium, onde fica parte da Ilha do Bananal. Dois foram mortos e um, preso, em confrontos com equipes policiais.
Os criminosos estão na região da Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo com cerca de vinte mil quilômetros quadrados de área cercada pelos rios Araguaia e Javaés. A ilha localiza-se no estado do Tocantins, estando subdividida entre os municípios de Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão e Pium.
"Essa operação tomou uma proporção muito grande. Hoje nós temos forças policiais de três regiões distintas, do sudeste, do norte e do centro-oeste. Cinco estados estão integrados: Tocantins, Mato Grosso, Pará, Goiás e Minas Gerais. Temos forças especializadas. Minas Gerais em um gesto bastante nobre, enviou uma aeronave e um grupamento especializado nessa região, que é o Comaf, Comando Anfíbios, para poder adentrar nas matas e regiões alagadas".
Além da captura, os militares reforçam a segurança para os moradores da região, indígenas e ribeirinhos que estão próximos às áreas de confronto.
Moradora leva café e bolo para policiais que estão há cinco dias na caçada por suspeitos no Tocantins — Foto: Divulgação
Nesta quarta-feira (12), Polícia Militar do Tocantins e de Mato Grosso identificaram dois dos integrantes da quadrilha. Eles são Raul Yuri de Jesus Rodrigues, de 28 anos, que morreu em confronto, e Paulo Sérgio Alberto de Lima, de 48 anos, que foi preso após fazer o funcionário de uma fazenda refém. O segundo morto não teve a identidade revelada.
Ainda não há informações sobre a quantidade de pessoas que fazem parte da organização. Após o primeiro embate com policiais tocantinenses, o grupo teria se dividido.
A perseguição começou no domingo (9) quando criminosos atacaram a cidade de Confresa, no Mato Grosso. Segundo a polícia, o grupo faz parte de uma quadrilha do 'novo cangaço'. Fortemente armados, eles atiraram contra a base da PM, incendiaram pneus e veículos e tentaram assaltar uma empresa de valores, a Brinks.
Em seguida, fugiram para o Tocantins. A suspeita é que eles tenham atravessado os rios Araguaia e Javaés, em embarcações, até chegarem à Ilha do Bananal, na segunda-feira (10). Depois, tentaram afundar os barcos para não deixar rastros.