Cinco bebês morrem após infecção por ‘superbactéria’ em hospital

Pacientes estavam internados na UTI neonatal, que atende recém-nascidos e bebês nos primeiros meses de vida. Hospital alega que bebês já chegaram infectados na unidade de saúde e com a infecção em estágio avançado


Por Rota Araguaia em 17/03/2023 às 13:00 hs

Cinco bebês morrem após infecção por ‘superbactéria’ em hospital
Foto: SES/MT

Por g1 MT

Todos os medicamentos necessários para o tratamento da infecção foram disponibilizados pelo hospital. Os leitos ocupados pelos pacientes infectados foram bloqueados, desinfectados e já estão em pleno funcionamento”, ressaltou.

O governo informou que notificou as equipes da Vigilância do estado e do município, do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para auxiliar no processo de contenção da infecção. As duas instituições ainda não se manifestaram sobre o caso.

A Polícia Civil informou que não houve registro oficial das mortes ocorridas na Santa Casa.

'Superbactéria'

 

A KPC faz parte de um grupo de bactérias "multirresistentes" – conhecidas popularmente como "superbactérias". Esse tipo de bactéria é imune à maior parte dos antibióticos comuns, e precisam ser enfrentadas com remédios muito mais fortes. Em 2017, ela foi colocada na categoria "crítica", a mais preocupante, em uma lista da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ao longo do tempo, classes de bactérias comuns – Klebsiella e Escherichia, por exemplo – "aprenderam" a produzir enzimas que inativam a ação dos medicamentos convencionais. Com isso, o tratamento se tornou mais caro e difícil, exigindo o uso de antibióticos de maior impacto.

Além das enzimas, as superbactérias podem se desenvolver a partir da transmissão de plasmídeos, que são fragmentos de material genético (DNA) passados de um micro-organismo a outro. Esse "conhecimento compartilhado" é absorvido pelas diferentes classes de bactérias, espalhando a característica de maior resistência entre diferentes grupos.

Infecções causadas por ela são mais comuns em hospitais. Nas unidades de saúde, a propagação acontece principalmente no contato com fluidos do paciente infectado, como por meio de sondas e cateteres.



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