Corrida pela vida

Noelma Magalhães superou o câncer de mama com ajuda da atividade física


Por Rota Araguaia em 26/10/2022 às 10:46 hs

Corrida pela vida
Reprodução

O cuidado com a saúde já fazia parte da rotina de Noelma Magalhães, 46. Os exames de rotinas eram realizados assiduamente todo ano, mas foi durante um autoexame, no banho, que ela percebeu uma alteração na mama esquerda. “Eu sabia que tinha alguma coisa errada, eu conhecia meu corpo”. De forma imediata, a bancária procurou um médico. Encaminhada ao exame de biópsia, teve na filha Laura, de 22 anos, o apoio fundamental para encarar o diagnóstico. “É um momento muito difícil, tenho a lembrança de sair da sala do médico e passar por um corredor que não terminava nunca e na cabeça o pensamento de se perguntar porquê justamente comigo?”.

O chão, que no diagnóstico pareceu sumir, foi aos poucos sendo preenchido pelo apoio da família, amigos e colegas. “A Laura foi meu combustível para encarar tudo que estava acontecendo, queria ver ela formando, constituindo família, me dando netos. A partir daí, resolvi encarar o tratamento, cheguei na Oncomed-MT e comecei minha batalha contra o câncer de mama.” Foram várias cirurgias e 16 sessões de quimioterapia. Com o tempo, a luta ganhou mais uma aliada importante: a atividade física. “Cabe a cada paciente decidir como vai encarar essa jornada e eu resolvi que queria fazer as coisas no meu tempo. Foi quando surgiu a corrida em minha vida”.

 

Noelma Magalhães superou o câncer de mama com ajuda da atividade física  — Foto: Assessoria

Noelma Magalhães superou o câncer de mama com ajuda da atividade física — Foto: Assessoria

Ressignificando desafios - Noelma sempre foi fã dos esportes. Ativa desde os 15 anos, ela encontrou apoio na atividade física para seguir o tratamento. “Depois que me recuperei da oncoplastia e fui liberada pela médica para dirigir, passei a ter uma rotina mais saudável. Eu saía das sessões de quimioterapia, pegava o carro, ia para academia, corria uns 4 km, malhava, voltava para casa e dormia. Com a pandemia, as academias fecharam, eu passei a fazer alguns exercícios em casa, mas com o tempo e o cenário melhorando, comecei a correr no parque”.

A rotina foi ficando pequena perto da vontade de viver, mas o desafio evoluiu e Noelma precisou passar por mais uma fase. “Após finalizar meu tratamento do câncer de mama, recebi a notícia que tinha voltado, só que dessa vez no pulmão. Eu sabia que tinha que enfrentar a doença de novo, mas não baixei a cabeça, foquei na minha fé, entreguei nas mãos de Deus e resolvi que era hora de ressignificar a palavra desafio.”

Olhando o câncer sob uma nova perspectiva, ela decidiu que era momento de aumentar a dosagem de coragem. “Comecei a me desafiar diariamente, corria um percurso em um dia e no outro melhorava o tempo. Eu sempre queria mais, foi quando decidi competir nas provas de rua”. A primeira competição ganhou um espaço especial na memória de Noelma. “Foram 5 km, eu não lembro bem o tempo que fiz, mas eu concluí e isso pra mim foi muito importante”.

Câncer e atividade física - Associando o esporte, a alimentação saudável e o tratamento, Noelma percebeu uma evolução significativa em sua qualidade de vida. “Exercícios físicos não são proibidos. Eles ajudam a fortalecer o organismo e inibir os sintomas da quimioterapia, mas é necessário um equilíbrio, respeitar o limite do corpo”, explica a oncologista da Oncomed-MT Carla Nakata (CRM 6671-MT / RQE 4280), que acompanha Noelma.

Corrida pela vida — Foto: Assessoria

Corrida pela vida — Foto: Assessoria

A médica observa ainda que a atividade física é importante não só após o diagnóstico, mas também na prevenção da doença. “Praticar atividade física reduz em até 25% o risco de câncer. Ao nos exercitarmos, melhoramos o metabolismo, aumentamos a função imunológica e diminuímos o nível de hormônios que nos fazem mal.”

Medalhas e planos - Da primeira corrida de Noelma até hoje, foram quase 10 competições, colecionando medalhas. Os planos para o futuro incluem mais esporte e conquistas, entre elas: a cura. “Tem horas que eu acho que eu nem estou com câncer, porque eu não fico pensando na doença, meu pensamento está focado em como eu posso melhorar a minha vida. A gente precisa de tão pouco para viver e quando você enfrenta o câncer, essa reflexão passa a ser feita diariamente”.

Diretor técnico responsável: Marcelo Benedito Mansur Bumlai CRM-MT 2663

Oncomed


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