“Não vamos mais fazer festa enquanto tiver gente esperando atendimento médico”, diz Pivetta

Pivetta também diferenciou o financiamento de festas da aplicação de recursos em iniciativas culturais


Por Rota Araguaia em 07/11/2026 às 12:40 hs

“Não vamos mais fazer festa enquanto tiver gente esperando atendimento médico”, diz Pivetta
Secom-MT

Ana Paula de Figueiredo
JB News

Parlamentar afirma que recursos públicos devem priorizar serviços essenciais e descarta repasses para shows enquanto houver pacientes aguardando assistência em Mato Grosso.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta quinta-feira (5) que não pretende autorizar o uso de dinheiro público para financiar shows e festas enquanto houver pacientes esperando atendimento médico em Mato Grosso. A declaração foi feita ao comentar a destinação de emendas parlamentares para eventos festivos.


“Nós não vamos mais fazer festa enquanto tiver gente esperando atendimento médico”, declarou.

Questionado se os recursos destinados aos shows deixarão de ser liberados, Pivetta reforçou que já existe um entendimento com os deputados estaduais sobre a medida.

“Não, nós não vamos fazer. Há um entendimento já com os deputados”, afirmou.

Para justificar a decisão, o governador comparou a administração dos recursos públicos ao orçamento de uma família. Segundo ele, despesas essenciais, como alimentação, moradia, água, energia, saúde e educação, precisam ser priorizadas antes dos gastos com entretenimento.

Pivetta também mencionou a importância de oferecer espaços para a prática esportiva e afirmou que o governo continuará investindo em infraestrutura nessa área.

“Esporte é remédio, é saúde”, destacou.

Sobre a realização de shows, o governador defendeu que os interessados arquem com os próprios ingressos, em vez de depender de financiamento público para os eventos.

“Cada um paga o seu e vai lá”, disse.

Pivetta também diferenciou o financiamento de festas da aplicação de recursos em iniciativas culturais. Questionado sobre possíveis prejuízos ao setor, afirmou que a política de incentivo à cultura deve ser tratada de outra maneira.

“Cultura é outra coisa”, concluiu.



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