Redação
A economia de Mato Grosso vai muito além do agronegócio. Embora a produção de commodities continue sendo uma das principais bases da economia estadual, o crescimento dos micro e pequenos negócios mostra uma realidade cada vez mais forte nas cidades, com geração de empregos, renda e movimentação do comércio e dos serviços.
Um levantamento do Sebrae/MT, divulgado nesta semana, aponta que o estado alcançou a marca histórica de 508.762 micro e pequenas empresas (MPEs) ativas.
O número evidencia a expansão do empreendedorismo e a diversificação da economia mato-grossense, com reflexos em áreas como comércio, construção civil, gastronomia, tecnologia, saúde, beleza e prestação de serviços.
Entre janeiro e agosto de 2026, a abertura de novos pequenos negócios em Mato Grosso cresceu 21,2% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado ficou acima da média nacional, de 14,3%.
Os dados mostram que o setor de serviços concentra a maior quantidade de pequenos negócios no estado, com 259.546 empresas ativas, mais da metade do total.
Na sequência aparecem o comércio, com 143.525 estabelecimentos; a construção civil, com 48.296; a indústria, com 44.663; e a agropecuária formalizada, com 12.732 empresas.
Apesar de Cuiabá concentrar o maior número absoluto de pequenos negócios, com 166.522 empresas, municípios do interior também apresentam forte presença empreendedora.
Rondonópolis contabiliza 56.648 MPEs, enquanto Sinop soma 38.902 e Tangará da Serra, 37.875 empreendimentos ativos.
O cenário reforça a importância dos pequenos negócios para o desenvolvimento econômico regional, especialmente na geração de renda e na oferta de produtos e serviços diretamente nas cidades.
O crescimento ocorre no momento em que a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/2006) completa 20 anos.
Desde a criação do Simples Nacional, o processo de formalização de empresas ficou mais rápido. O tempo médio para abrir um negócio no Brasil, que chegava a 70 dias em 2006, caiu para menos de 24 horas em 2026.
A redução da burocracia facilita a entrada de novos empreendedores no mercado e contribui para a expansão dos pequenos negócios.
Outro fator que contribui para a expansão do empreendedorismo é a participação crescente das mulheres à frente de pequenos negócios.
A busca por autonomia financeira tem levado cada vez mais mulheres a empreender, principalmente no interior, fortalecendo redes de trabalho e ampliando a diversidade das atividades econômicas.
Os números mostram que, embora o agronegócio continue sendo um dos pilares da economia de Mato Grosso, os pequenos negócios têm papel cada vez mais importante na movimentação da economia urbana e na geração de oportunidades no dia a dia dos municípios.
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