Morre Cifrão FVC, touro Nelore de Barra do Garças que produziu mais de 262 mil doses de sêmen

Reprodutor da seleção Nelore Vera Cruz se tornou referência genética no país e chegou a ser avaliado em cerca de R$ 1,87 milhão


Por Rota Araguaia em 23/09/2026 às 11:03 hs

Morre Cifrão FVC, touro Nelore de Barra do Garças que produziu mais de 262 mil doses de sêmen
CRV Lagoa

Redação

 

Morreu o touro Nelore Cifrão FVC, um dos principais reprodutores da seleção Nelore Vera Cruz, de Barra do Garças. Ao longo da trajetória, o animal produziu 262.329 doses de sêmen e teve sua genética disseminada por rebanhos de diferentes regiões do Brasil. A causa da morte não foi divulgada.

 

Nascido em 27 de outubro de 2015, Cifrão tinha registro FVC 10971 e era filho de Campeão da MN em uma matriz da linhagem Playboy da Matinha. O reprodutor reunia genética das linhagens Mundo Novo e IZ e ganhou espaço no mercado principalmente pelas características ligadas à habilidade maternal, longevidade produtiva, precocidade e rendimento de carcaça.

 

Segundo informações divulgadas pelo CompreRural nesta quarta-feira (23), a morte foi anunciada pela CRV Lagoa, central onde o animal integrou a bateria de reprodutores e chegou a ocupar posição de destaque nas vendas de sêmen.

 

Cifrão foi criado pela Fazenda Vera Cruz, integrante da seleção Nelore Vera Cruz, projeto iniciado em 1990 em Barra do Garças pelos irmãos Eduardo Zago Machado e Jairo Machado Carneiro Filho. O trabalho é voltado à seleção de animais Nelore PO e utiliza avaliações genéticas, provas de desempenho e ultrassonografia de carcaça.

 

svgMaterialde referência geográfica

 

Além da produção de sêmen, o touro alcançou expressiva valorização no mercado de genética. Em 2021, durante o Leilão Elite Provada, 51% de suas cotas foram comercializadas por R$ 940 mil, resultado que avaliou o animal em aproximadamente R$ 1,87 milhão na época.

 

O reprodutor pesava 1.180 quilos aos quatro anos e quatro meses e possuía 44 centímetros de circunferência escrotal. Avaliações da CRV também destacavam características relacionadas à formação de matrizes, habilidade maternal, acabamento e rendimento de carcaça.

 

Em publicação institucional de 2025, o Nelore Vera Cruz já apontava Cifrão como um dos nomes de destaque de sua seleção, com cerca de 250 mil doses comercializadas até então. Com os dados atualizados divulgados após sua morte, a produção acumulada chegou a 262.329 doses.



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