Operação mira grupo suspeito de roubar agrotóxicos em propriedades rurais

Gaeco cumpre mandados em quatro cidades e investiga participação de dois policiais militares e um fazendeiro no esquema


Por Rota Araguaia em 28/08/2026 às 10:55 hs

Operação mira grupo suspeito de roubar agrotóxicos em propriedades rurais
Foto: Divulgação/Gaeco

Redação

 

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Tocantins cumpriu, nesta quinta-feira (27), mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), Luziânia (GO), Luís Eduardo Magalhães e Barreiras (BA). A ação faz parte da Operação Harvest, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no roubo de defensivos agrícolas em propriedades rurais.

Segundo o Ministério Público do Tocantins (MPTO), entre os investigados estão dois policiais militares da Bahia e um fazendeiro de Barreiras. O grupo é suspeito de envolvimento em roubos praticados principalmente em propriedades rurais do Tocantins e da Bahia.

De acordo com o Gaeco, a organização era dividida em núcleos responsáveis pela articulação, logística e execução dos roubos, além da segurança e escolta dos veículos utilizados no transporte dos produtos.

Os policiais militares investigados seriam responsáveis pela escolta armada dos carregamentos, com o objetivo de evitar abordagens de outras forças de segurança e garantir o transporte dos produtos roubados.

Já o fazendeiro de Barreiras é suspeito de utilizar a própria propriedade para esconder os defensivos agrícolas roubados até que fossem revendidos ilegalmente.

Grupo também roubava outros bens

As investigações apontam que o grupo atuou ao longo de 2025 e no primeiro semestre de 2026. Além dos defensivos agrícolas, outros bens de valor encontrados nas propriedades rurais também seriam levados pelos criminosos.

A operação contou com apoio de forças de segurança e setores de inteligência de Goiás, Tocantins e Bahia, além dos Gaecos dos dois estados e de unidades especializadas das polícias militares.

 

Os nomes dos investigados não foram divulgados. Por isso, não foi possível localizar as respectivas defesas. A reportagem também procurou a Polícia Militar da Bahia, mas não havia recebido resposta até a última atualização.



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