Redação
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmaram que uma ossada encontrada às margens da BR-070 pertence a Amanda Marques Lobato, desaparecida desde março de 2022, em Barra do Garças.
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Amanda tinha 18 anos quando desapareceu. Conforme o boletim de ocorrência, o sumiço aconteceu em 8 de março daquele ano, mas foi comunicado oficialmente à polícia no dia 21. Desde então, equipes realizavam diligências para localizar a jovem e esclarecer o caso.
Segundo a Polícia Civil, a ossada foi encontrada por investigadores da 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças durante outra apuração. No local, também foi recolhido um projétil de calibre .32.
A corporação esclareceu que a presença do projétil, isoladamente, não permite determinar a causa da morte. Essa conclusão depende da análise conjunta dos vestígios colhidas pela perícia e das informações obtidas ao longo da investigação.
Os restos mortais foram encaminhados para exames de Antropologia Forense, inicialmente como pertencentes a uma pessoa não identificada. Durante a análise, os investigadores observaram na região da canela uma característica compatível com uma possível lesão ou alteração anterior.
O detalhe foi comparado com informações disponíveis sobre pessoas desaparecidas na região e levantou a suspeita de que a ossada pudesse ser de Amanda. A equipe procurou a mãe da jovem, Claudia Marques Ferreira, e confirmou que a filha apresentava uma característica semelhante naquela parte do corpo.
A informação reforçou a linha investigativa, mas a identificação somente foi confirmada após a coleta de material genético da mãe para comparação com o DNA obtido dos restos mortais.
De acordo com o laudo referente ao Protocolo de Antropologia Forense nº 043838/2024, os perfis genéticos são compatíveis com o vínculo biológico entre mãe e filha. A análise apresentou Razão de Verossimilhança de 16.228.220,54, resultado classificado pela perícia como um suporte extremamente forte para a identificação.
Com a confirmação e a liberação dos restos mortais, a família de Amanda pôde realizar os procedimentos funerários e se despedir da jovem após cerca de quatro anos.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte, estabelecer a dinâmica dos fatos e verificar eventual responsabilidade criminal.
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