Operação mira rede de apostas ilegais que movimentou mais de R$ 28 milhões em

Polícia Civil cumpre 56 ordens judiciais em Mato Grosso e São Paulo e bloqueia mais de R$ 21,4 milhões em contas bancárias; influenciadora digital está entre os investigados


Por Rota Araguaia em 18/08/2026 às 10:40 hs

Operação mira rede de apostas ilegais que movimentou mais de R$ 28 milhões em
Divulgação

Redação

 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Engodo Digital, contra uma suposta rede de apostas ilegais e movimentações financeiras suspeitas. A investigação aponta que o esquema teria movimentado mais de R$ 28 milhões entre 2023 e 2025 sem declaração ao Fisco.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e cumpre 56 ordens judiciais, incluindo 14 mandados de busca e apreensão, bloqueios de contas em redes sociais, apreensão de passaportes e o bloqueio de mais de R$ 21,4 milhões em contas bancárias.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop.

Influenciadora de Sorriso é investigada

De acordo com a Polícia Civil, uma influenciadora digital de Sorriso, com mais de 115 mil seguidores, estaria entre os principais alvos da investigação.

Segundo as apurações, ela utilizaria duas contas em redes sociais e um grupo de WhatsApp, mantido em parceria com outra investigada, para divulgar plataformas de jogos de azar e apostas de cota fixa não autorizadas.

A investigação identificou movimentações financeiras superiores a R$ 28 milhões entre 2023 e 2025 que, segundo a polícia, não teriam sido declaradas ao Fisco.

Dinheiro teria passado por empresas

Ainda conforme as investigações, valores provenientes das apostas teriam sido direcionados para empresas dos setores de meios de pagamento e entretenimento.

Entre as empresas citadas estão Cash Pay Meios de Pagamento Ltda., All Bet Entretenimento Ltda., Bytech Ltda. e HKP Pay Pagamentos.

A polícia suspeita que parte dos recursos tenha sido rapidamente redistribuída para familiares, colaboradores e empresas utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Entre os negócios investigados estão empresas que, segundo a apuração, atuariam formalmente no setor de beleza, mas seriam utilizadas para mascarar a origem dos valores.

Investigação também alcança São Paulo

A operação ultrapassou as fronteiras de Mato Grosso. Entre as ordens judiciais cumpridas, duas foram executadas na cidade de São Paulo e uma em São Bernardo do Campo (SP), com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil paulista.

As investigações também apontam uma possível conexão com a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano e que investigou um esquema envolvendo lavagem de dinheiro e envio de recursos ao exterior.

Uma fintech apontada nas investigações como parte da estrutura financeira utilizada por plataformas clandestinas de apostas também foi alvo de medidas judiciais nesta terça-feira, incluindo buscas, sequestro de bens e retenção de passaporte.

Dez pessoas e oito empresas são investigadas

Ao todo, a Operação Engodo Digital tem como alvos 10 pessoas físicas e oito empresas, que, segundo a investigação, atuariam de maneira integrada na movimentação e ocultação de valores provenientes dos jogos clandestinos.

A operação contou com equipes da Draco e apoio das Delegacias Regionais de Nova Mutum e Sinop.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem dos recursos e dimensionar a participação de cada investigado no suposto esquema.



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