Redação
Um homem investigado por aplicar golpes em negociações pela internet utilizando a identidade de um vereador de Guarantã do Norte foi preso nesta terça-feira (21) durante a Operação Impersonare, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso.
Além da prisão preventiva, a Justiça autorizou o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Cuiabá. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, computadores e documentos que poderão auxiliar no aprofundamento das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito responde por investigações relacionadas aos crimes de estelionato, falsa identidade e outros delitos. As medidas judiciais foram expedidas com base em inquérito conduzido pela Delegacia Regional de Guarantã do Norte, com apoio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava o chamado “golpe do intermediário”, modalidade em que anúncios legítimos de venda de veículos, equipamentos e outros bens são copiados e republicados na internet por preços inferiores aos praticados pelos verdadeiros proprietários.
A partir daí, o investigado fazia a intermediação entre comprador e vendedor sem que um tivesse conhecimento da participação do outro, criando uma falsa sensação de segurança durante a negociação.
Para aumentar a credibilidade das conversas, o homem se apresentava em aplicativos de mensagens como presidente da Câmara Municipal de Guarantã do Norte, utilizando indevidamente o nome, a imagem e a identidade do vereador.
Conforme a Polícia Civil, a estratégia era utilizada para transmitir confiança às vítimas e facilitar a obtenção de vantagens financeiras ilícitas.
Todo o material recolhido durante a operação será submetido à perícia técnica. O objetivo é identificar possíveis novas vítimas, verificar a participação de outros envolvidos no esquema e reunir novas provas para fortalecer o inquérito policial.
A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham participado de negociações pela internet e identifiquem características semelhantes às investigadas procurem uma unidade policial para registrar boletim de ocorrência e contribuir com as investigações.
O caso segue sob apuração e novas diligências não estão descartadas.
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