Redação
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (16), a Operação Fugazi para investigar um suposto esquema de fraudes em operações de crédito consignado que teria causado prejuízos a servidores públicos, aposentados e pensionistas de Mato Grosso.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, por determinação da Justiça Federal em Mato Grosso. Além das buscas, a Justiça autorizou o sequestro de bens móveis e imóveis, bem como o bloqueio de valores e ativos financeiros dos investigados.
Segundo a Polícia Federal, as medidas cautelares têm como objetivo garantir eventual ressarcimento às vítimas, preservar patrimônios e aprofundar as investigações sobre a movimentação financeira do grupo investigado.
De acordo com informações divulgadas pelo portal MidiaNews, a operação teve como principais alvos empresas ligadas ao grupo Capital Consig e seis empresários suspeitos de participação no esquema.
Entre as empresas atingidas pelos mandados estão Capital Consig, Clickdigital Participações S.A., Clickbank Instituição de Pagamentos Ltda., Bemcardes Benefícios S.A., ABCCARD Cartões Ltda., Quiz Holding Ltda. e Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A.
Também foram alvos da operação os empresários Marcolino Medeiros Junior, Roberto Arduini Gomes Teixeira, Sven Stefan Padre Kuhn, Caspar Heinrich Menke, Yim Kyu Lee e Henrique Souza e Silva Peretto.
Segundo a investigação, as empresas apresentavam aos consumidores operações de cartão de crédito consignado que, na prática, funcionariam como empréstimos consignados com juros considerados elevados.
A Polícia Federal aponta indícios de que o modelo adotado dificultava a quitação das dívidas, favorecendo o aumento contínuo do saldo devedor e prolongando os descontos realizados diretamente nos benefícios ou salários dos contratantes.
Além das suspeitas de irregularidades nas operações de crédito, os investigadores apuram possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e indícios de lavagem de dinheiro. Outras infrações também poderão ser identificadas ao longo do inquérito.
A PF informou que a operação busca reunir novos elementos de prova, rastrear a destinação dos recursos financeiros e esclarecer o grau de participação de cada investigado no suposto esquema.
Em nota encaminhada à imprensa, a Capital Consig afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades e negou qualquer prática irregular.
A empresa informou que fornecerá todos os documentos solicitados pela Justiça Federal e ressaltou que atua em conformidade com as normas do Banco Central, sendo submetida regularmente a auditorias e mecanismos de controle.
A Capital Consig também destacou que suas atividades seguem normalmente e reafirmou o compromisso com a transparência, a legalidade e a continuidade dos serviços prestados a clientes, parceiros e colaboradores.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal e da Justiça Federal de Mato Grosso.
Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !