Redação
O que começou como uma jornada para conhecer a biodiversidade brasileira se transformou em uma expedição internacional que já atravessou mais de 20 países e levou uma goiana até um dos destinos mais extremos do planeta. A bióloga Barbielly Bispo, natural de Rio Verde (GO), comemorou nas redes sociais a chegada ao Alasca, nos Estados Unidos, após mais de dois anos viajando de moto pelo continente americano.
A aventura teve início em Goiânia, quando Barbielly decidiu colocar o pé na estrada logo após concluir a faculdade de Biologia. Apaixonada pela natureza, ela começou a viajar sozinha como mochileira, explorando diferentes regiões do Brasil e conhecendo de perto a diversidade ambiental do país.
Foi durante uma dessas viagens, em 2024, que ela conheceu o designer gráfico paranaense Rogerio da Cruz. Acostumado à vida na estrada, ele já percorria a América do Sul quando os caminhos dos dois se cruzaram. Um convite para seguirem juntos até a Venezuela marcou o início da parceria que mudou a vida do casal.
“São duas histórias que se encontraram. Eu viajava sozinha pelo Brasil e encontrei o Roger, que já tinha percorrido toda a América do Sul. Desde então seguimos juntos”, contou Barbielly.
Rogerio está na estrada há ainda mais tempo. Segundo o casal, a aventura dele começou em 2021, durante a pandemia, motivada por um desejo simples: conhecer o mar. Desde então, ele nunca mais abandonou a vida sobre duas rodas.
A bordo de uma Honda Sahara 300, carinhosamente apelidada de "Sara", o casal cruzou fronteiras e acumulou experiências em diversos países da América do Sul, Central e do Norte.
Ao longo da jornada, passaram por Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, México, Estados Unidos e Canadá, entre outros destinos.
A chegada ao Alasca foi compartilhada pelos dois nas redes sociais, nos perfis "Barbie na Estrada" e "Roger Sabins", onde milhares de seguidores acompanham a rotina dos viajantes.
Sem residência fixa e vivendo como nômades digitais, Barbielly e Rogerio afirmam que não há previsão para encerrar a aventura. Pelo contrário, o casal já traça novos planos para ampliar ainda mais o percurso.
O próximo objetivo é arrecadar recursos e conquistar visibilidade suficiente para enviar a motocicleta para a Europa e continuar a viagem por outros continentes.
“Temos muito orgulho das nossas raízes goianas e paranaenses. Levamos a bandeira do Brasil para o mundo. Agora nosso sonho ficou ainda maior: queremos levar a moto para a Europa e seguir em uma volta ao mundo”, afirmou Barbielly.
Após cruzar milhares de quilômetros, enfrentar diferentes culturas, climas e desafios pelas estradas das Américas, o casal mostra que a aventura está longe de chegar ao fim. O Alasca representa apenas mais uma etapa de um projeto que tem como destino final o mundo inteiro. *informações g1 GO.
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