Cesta básica sobe em 17 capitais e Cuiabá registra a segunda mais cara do país

Pesquisa aponta aumento no preço dos alimentos em junho; valor da cesta na capital mato-grossense chegou a R$ 937,93


Por Rota Araguaia em 09/07/2026 às 08:55 hs

Cesta básica sobe em 17 capitais e Cuiabá registra a segunda mais cara do país
© Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

Redação

 

O custo da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras no mês de junho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre as capitais com os maiores custos do país está Cuiabá, que registrou a segunda cesta básica mais cara do Brasil.

De acordo com o levantamento, a maior alta mensal foi observada em Boa Vista (RR), onde o preço médio da cesta subiu 3,28%. Em seguida aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

Por outro lado, algumas capitais registraram queda nos preços. A maior redução ocorreu em João Pessoa (-3,97%), seguida por Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

Apesar das oscilações registradas em junho, todas as capitais pesquisadas acumularam aumento no custo da cesta básica no primeiro semestre de 2026. As variações foram de 4,02%, em São Luís, até 21,48%, em Fortaleza.

Feijão lidera aumentos

Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento das famílias está o feijão, que apresentou alta em todas as capitais pesquisadas. Segundo o Dieese, o aumento é consequência da redução das áreas cultivadas e dos impactos causados por condições climáticas adversas nas primeiras safras do ano.

Além do feijão, também registraram elevação os preços do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral.

Cuiabá tem a segunda cesta mais cara

São Paulo liderou o ranking das capitais com a cesta básica mais cara do país em junho, com custo médio de R$ 965,47. Logo atrás aparece Cuiabá, com valor médio de R$ 937,93.

Na sequência estão Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Já os menores custos foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07), capitais onde a composição da cesta básica apresenta algumas diferenças em relação às demais regiões do país.

Salário mínimo ideal seria de mais de R$ 8 mil

Com base no custo da cesta básica mais cara do país e considerando a determinação constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário em junho deveria ser de R$ 8.110,92.

O valor calculado é aproximadamente cinco vezes superior ao salário mínimo vigente no país, atualmente fixado em R$ 1.621.

O levantamento reforça o impacto da inflação dos alimentos no orçamento das famílias brasileiras e evidencia os desafios enfrentados pelos consumidores diante da alta persistente dos preços dos itens essenciais.



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