Ministério da Saúde avalia incluir canetas emagrecedoras no SUS

Estudo com 250 pacientes vai analisar impactos dos medicamentos na redução de filas para cirurgia bariátrica e no tratamento da obesidade


Por Rota Araguaia em 21/06/2026 às 18:04 hs

Ministério da Saúde avalia incluir canetas emagrecedoras no SUS
Foto: Reprodução

Redação

 

O Ministério da Saúde anunciou que iniciará um estudo para avaliar a possibilidade de disponibilizar canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O protocolo será conduzido pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS), e envolverá 250 pacientes com obesidade mórbida, comprometimento cardíaco e que aguardam cirurgia bariátrica.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo é verificar se os medicamentos podem contribuir para a redução das filas de espera por cirurgias, diminuir complicações associadas à obesidade e ao diabetes e gerar benefícios para o sistema público de saúde. O estudo ainda precisa ser aprovado pelo comitê de ética da instituição, mas a expectativa é que tenha início ainda este ano.

Padilha ressaltou que as canetas emagrecedoras não devem ser vistas como uma solução definitiva para a obesidade. “Não vemos as canetas como milagres estéticos e nem como uma solução única para o problema da obesidade”, afirmou.

Paralelamente ao estudo, o governo federal trabalha para ampliar a produção nacional desses medicamentos com o objetivo de reduzir os custos para a população. O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriram um edital para empresas interessadas em fabricar e registrar canetas emagrecedoras no Brasil.

Atualmente, uma empresa já obteve autorização para comercializar o produto no país. A Ozivy tornou-se a primeira caneta de semaglutida sintética registrada no Brasil. Outras 17 empresas ainda aguardam análise de seus pedidos pela Anvisa.

De acordo com o ministro, o aumento da concorrência é uma das principais estratégias para combater os altos preços praticados no mercado. Ele também alertou para os riscos da compra de produtos sem procedência, adulterados ou contrabandeados, destacando que o uso desses medicamentos deve ocorrer somente com acompanhamento médico.

“São medicamentos que têm eventos adversos. Não são solução mágica para o problema nem da diabetes, nem da obesidade”, reforçou Padilha.

Com informações de O Globo.



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