MuHNA celebra oito anos com exposição inédita sobre a memória das árvores do Cerrado

Mostra gratuita será aberta nesta quinta-feira (12) e reúne fragmentos de espécies nativas para promover reflexões sobre preservação e biodiversidade


Por Rota Araguaia em 12/06/2026 às 11:27 hs

MuHNA celebra oito anos com exposição inédita sobre a memória das árvores do Cerrado
Assessoria/MuHNA

Da Redação com Assessoria

 

O Museu de História Natural do Araguaia (MuHNA), vinculado ao Campus Universitário do Araguaia (CUA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), inaugura nesta quinta-feira (12), às 19h, a exposição “Memorial das Árvores”, em comemoração aos oito anos de funcionamento da instituição. A mostra é gratuita, aberta à comunidade e permanecerá em cartaz até setembro.

 

A exposição reúne fragmentos de madeira de diferentes espécies e propõe um olhar sensível sobre a memória ecológica do Cerrado, valorizando árvores que fizeram parte da paisagem regional e destacando a importância da preservação ambiental.

 

Idealizadora da mostra, a professora do curso de Ciências Biológicas, Maryland Sanchez Lacerda, explica que a iniciativa busca despertar reflexões sobre o tempo, as transformações da natureza e a relação do ser humano com o meio ambiente.

 

"Por meio da apresentação de fragmentos de madeira, as peças propõem uma reflexão sobre o tempo, a transformação e a relação entre sociedade e natureza", destaca.

 

Entre as espécies expostas estão o jequitibá, considerado uma das maiores e mais longevas árvores do Brasil; a farinha-seca, conhecida por sua adaptação ao Cerrado; o jatobá-do-cerrado, reconhecido pelo valor medicinal e pelos frutos; e o angico, importante para a manutenção dos ecossistemas por atrair diversos polinizadores.

 

A curadoria da exposição é assinada pelos professores Maryland Sanchez Lacerda e Fernando Pedroni. Com mais de três décadas de experiência em campo e pesquisas voltadas à preservação ambiental, Pedroni destaca o vínculo afetivo que possui com o tema.

 

"Sou filho de carpinteiro e trabalhei muito tempo com madeira. Olhar para essas peças me remete à infância e às memórias do meu pai", relata.

 

Fundado em 2018, o MuHNA desenvolve exposições, ações educativas e projetos de pesquisa voltados à divulgação científica e à educação ambiental. Para a diretora do museu, Márcia Pascotto, a nova mostra reforça o compromisso institucional com a preservação do conhecimento sobre a biodiversidade regional.

 

"Ter mais uma exposição documentando o Cerrado amplia o acervo do museu e fortalece nossa missão de pesquisar, preservar, divulgar e proteger a biodiversidade", afirma.

 

A exposição integra a programação da V Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Araguaia (SNCT-Araguaia) e conta com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

 

A atividade é gratuita e aberta ao público na sede do MuHNA, em Barra do Garças, oferecendo aos visitantes uma oportunidade de conhecer de perto as texturas, formas e histórias das árvores que ajudam a contar a trajetória do Cerrado.



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