Redação
O número de ocorrências de afogamento registradas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás tem apresentado crescimento nos últimos anos. Em 2024, a corporação atendeu 146 casos. O número subiu para 157 em 2025 e, somente entre janeiro e maio de 2026, já foram contabilizados 67 chamados em todo o estado.
De acordo com os dados dos bombeiros, lagos, rios e piscinas concentram a maior parte dos afogamentos. Em 2025, esses locais representaram mais de 80% das ocorrências. Em 2026, o índice aumentou para 88%. Entre as principais vítimas resgatadas estão crianças e homens.
Um dos casos mais recentes ocorreu na última sexta-feira (23), quando um idoso morreu afogado durante uma tentativa de travessia a nado no Rio Corumbá, na zona rural de Orizona, no sudeste goiano. O acidente aconteceu na região do Lamarão e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros por mais de 15 horas.
O corpo da vítima foi localizado no sábado (24), a cerca de 40 metros da margem e a aproximadamente sete metros de profundidade. Segundo a corporação, foi o segundo caso de afogamento registrado no município neste ano.
Entre os municípios goianos, Goiânia lidera o número de afogamentos em 2026, com seis registros. Na sequência aparecem Itumbiara, com quatro ocorrências, além de Alexânia, Formosa e Niquelândia, com três casos cada.
Ao todo, os bombeiros registraram ocorrências de afogamento em 42 municípios goianos neste ano.
Em 2025, houve registros em 71 cidades. Goiânia também liderou naquele período, com 15 ocorrências, seguida por Caldas Novas e Luziânia, com sete casos cada. Anápolis e Aparecida de Goiânia apareceram logo depois, com cinco registros.
Os meses com maior número de atendimentos em 2025 foram março, com 25 ocorrências, julho, com 16, e setembro, com 15 casos.
Já em 2026, abril lidera as estatísticas, com 14 registros, média de um afogamento a cada dois dias. Janeiro e fevereiro também chamaram a atenção das autoridades, registrando 14 ocorrências cada, período marcado por férias escolares e aumento da frequência de pessoas em rios, lagos, piscinas e áreas de lazer.
Diante do cenário, o Corpo de Bombeiros reforça a importância da supervisão de crianças em ambientes aquáticos, do respeito às sinalizações de segurança e da adoção de medidas preventivas para evitar novos acidentes.
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