Briga entre líderes de policiais penais de Goiás repercute nas redes sociais
Confusão entre representantes do Sindicato dos Policiais Penais de Goiás e da Associação dos Policiais Penais do Estado de Goiás ocorreu antes de reunião em Goiânia
Um vídeo que mostra uma briga envolvendo representantes de entidades dos policiais penais de Goiás ganhou repercussão nas redes sociais. Nas imagens, o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Goiás, Maxsuell Miranda das Neves, aparece agredindo com um soco o presidente da Associação dos Policiais Penais do Estado de Goiás, Adalto Nunes.
Segundo Maxsuell, o episódio ocorreu por volta das 17h de quarta-feira (20), antes de uma reunião no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, no setor Central de Goiânia. Ele afirmou que a agressão foi uma reação após Adalto, supostamente, atacar dois policiais que o acompanhavam.
De acordo com o relato, a confusão teria começado após a apresentação de um documento solicitando a assinatura de Adalto para prestação de contas da associação. “Ele ficou alterado com o pedido e com a filmagem. Foi em direção a um dos policiais e deu uma cabeçada. Depois, atingiu outro com um tapa”, disse Maxsuell.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Adalto Nunes confirmou que houve discussão por causa do documento, mas afirmou que foi agredido. “Eu disse que não assinaria sem ler. O cara me deu um murro na boca. Olha a vergonha que a Polícia Penal passou”, declarou.
Questionado sobre a atitude, Maxsuell afirmou que agiu para defender colegas. “Considerei que foi legítima defesa de terceiros. Um dos policiais tinha saído recentemente da UTI após um princípio de AVC e é meu amigo”, disse.
Em nota, o Governo de Goiás informou que a confusão teria sido motivada por desentendimentos antigos entre os envolvidos, que evoluíram para agressão física. A administração destacou ainda que a equipe de segurança do local interveio e prestou assistência.
Maxsuell afirmou que pretende registrar ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia. Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação se Adalto também registrou queixa.
Leia a íntegra da nota do Governo de Goiás:
"O Governo de Goiás informa que o desentendimento ocorrido no fim da tarde desta quarta-feira (20/5) aconteceu antes de uma reunião de trabalho entre dois representantes sindicais que estavam no 9° andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Nenhum dos envolvidos atua no Centro Administrativo.
A discussão foi motivada por uma rixa antiga entre os dois e, infelizmente, evoluiu para confronto físico. Os seguranças do Palácio encerraram o desentendimento e prestaram assistência aos envolvidos.
O Estado ressalta ainda que os dois sindicalistas não integram o corpo de segurança do Centro Administrativo, não havendo qualquer relação dos fatos com a administração estadual.