Redação
O pai de um dos alunos envolvidos na polêmica “lista de estupráveis” na Universidade Federal de Mato Grosso invadiu o campus da instituição em Cuiabá, na manhã de quarta-feira (13), e teria feito ameaças a estudantes do curso de Engenharia Civil. Diante da situação, a universidade decidiu suspender as aulas presenciais do curso até o dia 18 de maio. Nesse período, as atividades acadêmicas seguem de forma remota.
Segundo relato de um dos estudantes ameaçados, que não teve a identidade divulgada, o homem afirmou em tom intimidatório que, “se o filho dele não se formasse, os demais também não se formariam”. A ação foi registrada por câmeras de segurança do campus, mas as imagens não foram divulgadas.
Em nota, a universidade informou que solicitou reforço na segurança, tanto por meio da Polícia Militar quanto da equipe interna. O caso também foi registrado em boletim de ocorrência e será investigado pela Polícia Civil.
A invasão ocorre dias após a repercussão de um caso envolvendo dois estudantes — um do curso de Direito e outro de Engenharia Civil — suspeitos de planejar a criação de uma lista de calouras classificadas como “estupráveis”. O episódio veio à tona em 5 de maio, após o Centro Acadêmico de Direito (Cadi) publicar uma nota de repúdio nas redes sociais.
O estudante de Direito foi suspenso, e o caso foi encaminhado à Comissão de Processo Disciplinar Estudantil, tanto na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) quanto na Faculdade de Direito, para apuração. A UFMT informou que o investigado será formalmente comunicado e terá garantido o direito à ampla defesa durante o processo.
“A UFMT reafirma seu compromisso com a segurança, a integridade e o bem-estar de toda a comunidade universitária, permanecendo à disposição para colaborar com as investigações conduzidas pelas autoridades competentes”, destacou a instituição em nota.
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