O vereador Alex Matos (Podemos) apresentou na sessão da Câmara Municipal de Barra do Garças, realizada na noite desta segunda-feira (11), um projeto que prevê a disponibilização de canetas emagrecedoras pelo poder público para pacientes diagnosticados com obesidade mórbida. A proposta surge em meio ao debate nacional sobre o uso desses medicamentos no tratamento de doenças associadas ao excesso de peso.
Segundo o parlamentar, a iniciativa não possui finalidade estética e seria destinada exclusivamente para casos considerados graves. De acordo com ele, o foco são pacientes com 40, 50 ou até 60 quilos acima do peso ideal, que enfrentam riscos à saúde em decorrência da obesidade.
Durante a apresentação, Alex destacou que a obesidade mórbida está ligada a diversas doenças, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardíacos. O vereador defendeu que o município busque alternativas para auxiliar pessoas que não conseguem obter resultados apenas com dieta e atividade física.
O projeto prevê que o tratamento seja realizado de forma integrada, com acompanhamento nutricional, psicológico e físico, além da utilização de medicamentos como a tirzepatida, conhecida popularmente como “mounjaro”.
“O município já possui em seus bancos de dados pessoas que tratam diabetes tipo 2 e convivem com obesidade mórbida. O que estamos propondo é que, dentro de uma rubrica orçamentária já existente, seja ofertado também esse tratamento específico”, afirmou o vereador.
Alex Matos também citou exemplos de municípios que já estariam adotando medidas semelhantes, como Canarana, no Vale do Araguaia, Caiapônia (GO) e Pirapora (MG). Segundo ele, no município mineiro foi criado um programa de combate, prevenção e cuidado à diabetes tipo 2 e à obesidade mórbida dentro do orçamento anual da saúde.
O parlamentar ressaltou ainda que a proposta não substitui a cirurgia bariátrica, mas pode funcionar como alternativa menos invasiva em determinados casos. “A bariátrica é uma cirurgia invasiva. Quando se une acompanhamento psíquico, físico, nutricional e essa substância que já vem sendo muito utilizada na rede particular, nós temos um ganho de efetividade no cuidado das pessoas”, declarou.
O vereador também afirmou que a proposta tem respaldo jurídico. Segundo ele, o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) permite que câmaras municipais proponham programas de saúde pública, desde que exista previsão orçamentária.
Agora, o projeto deverá passar pela análise dos vereadores da Câmara Municipal e, caso avance, poderá depender de regulamentação e avaliação técnica da Prefeitura de Barra do Garças para eventual implantação do programa.
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