Mato Grosso registra 94 casos de tuberculose em unidades prisionais

Sindicato dos Policiais Penais alerta para risco de contaminação e cobra melhorias nas condições sanitárias dos presídios


Por Rota Araguaia em 12/05/2026 às 09:31 hs

Mato Grosso registra 94 casos de tuberculose em unidades prisionais
Foto: Sesp

Redação

 

A Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) informou que atualmente 94 detentos estão em tratamento contra tuberculose em duas unidades prisionais do estado. Os casos foram registrados na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e na Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis.

Segundo a Sejus, 44 presos estão em tratamento na PCE, enquanto outros 50 casos foram confirmados na unidade prisional de Rondonópolis.

Nesta segunda-feira (11), o Sindicato dos Policiais Penais denunciou o avanço da doença no sistema prisional e alertou para os riscos de contaminação entre servidores e pessoas privadas de liberdade. Inicialmente, a entidade havia apontado cerca de 30 casos apenas na unidade de Rondonópolis.

De acordo com o sindicato, a superlotação e a falta de estrutura adequada nos presídios podem contribuir para o aumento das infecções. A entidade também defendeu a ampliação da testagem, o isolamento de casos suspeitos e melhorias nas condições sanitárias das unidades.

Apesar do número de registros, a Secretaria de Justiça afirmou que não há surto de tuberculose no sistema prisional mato-grossense. Conforme a pasta, os casos estão dentro do esperado para o ambiente carcerário e os detentos seguem recebendo acompanhamento médico e tratamento conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Em nota, a Sejus informou ainda que realiza ações de rastreamento e diagnóstico da doença em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da chamada “Carreta da Tuberculose”, que atua nas unidades prisionais do estado.

Sobre a informação de que dois detentos da Penitenciária Central do Estado estariam internados no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), a secretaria afirmou que existem custodiados em tratamento na unidade hospitalar, mas destacou que não recebeu comunicação oficial relacionando as internações à tuberculose.

 

Dessa forma, segundo a pasta, não é possível confirmar nem descartar se os atendimentos hospitalares estão ligados à doença.



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