Vereador denuncia suposta escuta clandestina encontrada em gabinete

Aparelho foi localizado atrás de bandeiras dentro da Câmara Municipal e entregue à polícia para investigação


Por Rota Araguaia em 08/05/2026 às 16:15 hs

Vereador denuncia suposta escuta clandestina encontrada em gabinete
Reprodução

Redação

 

O vereador Bruno Rios registrou um boletim de ocorrência após encontrar um suposto aparelho de escuta clandestina dentro de seu gabinete na Câmara Municipal de Várzea Grande. A denúncia foi formalizada na quinta-feira (7).

Segundo o registro policial, o parlamentar, que é líder da prefeita Flávia Moretti no Legislativo municipal, realizava ajustes no gabinete junto com um assessor quando o equipamento foi localizado.

O aparelho estava escondido atrás das bandeiras do estado e do município, dentro de uma canaleta do ar-condicionado. Conforme o boletim, o microfone era pequeno e estava envolto em fita isolante. O material foi entregue às autoridades policiais no momento da denúncia.

O caso ocorre cerca de um mês após outro episódio semelhante registrado no município. Durante uma vistoria de rotina no gabinete da prefeita Flávia Moretti, também foi encontrado um aparelho próximo à mesa da gestora. Na ocasião, a prefeita afirmou acreditar que se tratava de uma escuta clandestina.

Por meio de nota, a Câmara Municipal informou que ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre o caso, mas destacou que medidas internas para apuração já estão sendo adotadas.

O Legislativo municipal também informou que havia solicitado, no dia 4 de abril, uma vistoria de segurança em todas as dependências da sede da Câmara.

Ainda segundo a nota, apenas o vereador e seus assessores possuem acesso ao gabinete, sem registro de arrombamento no local, o que, inicialmente, afastaria a hipótese de entrada de terceiros sem autorização.

“Neste momento, a prioridade é garantir a segurança institucional, preservar a integridade dos gabinetes parlamentares e colaborar com qualquer investigação que venha a ser conduzida pelas autoridades competentes”, informou a Câmara em trecho do posicionamento oficial.

 

O caso deverá ser investigado pelas autoridades policiais.

Nota da Câmara Municipal de Várzea Grande

 

 

A assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Várzea Grande informa que, no dia 4 de abril, a direção da Casa já havia solicitado à Secretaria de Estado de Segurança Pública uma varredura técnica nas dependências do Legislativo para verificação da existência, ou não, de aparelho de escuta clandestina.

 

 

A Câmara esclarece que o tema já vinha sendo tratado internamente com seriedade e busca dar andamento aos procedimentos necessários para garantir maior segurança institucional.

 

 

Sobre o episódio envolvendo o vereador Bruno Rios, acerca de um suposto aparelho de escuta em seu gabinete, a Câmara informa que não foi comunicada oficialmente sobre o fato, suas circunstâncias, o suposto objeto ou eventuais testemunhas, tendo tomado conhecimento do caso apenas por meio da imprensa.

 

 

Também esclarece que, até o presente momento, não há conhecimento de que o vereador Bruno, que é advogado, tenha acionado formalmente a Guarda Municipal ou a Polícia Civil para acompanhamento da cadeia de custódia exigida para preservação das provas e garantia da legalidade da investigação.

 

 

Apesar da ausência de comunicação formal por parte do parlamentar, por dever de ofício, a Câmara informa que está adotando medidas para apuração do caso junto à Guarda Municipal e à Polícia Civil, mediante registro de boletim de ocorrência para verificação da veracidade dos fatos, além de reiterar aos órgãos competentes o pedido de varredura técnica em toda a estrutura da Casa de Leis.

 

 

A Câmara também solicitou esclarecimentos à Secretaria Administrativa da Casa, que informou que apenas o vereador Bruno e seus assessores possuem as chaves de acesso ao gabinete, não havendo relatos de arrombamento nas portas de acesso exclusivo do parlamentar, o que afasta, em princípio, a possibilidade de ingresso de terceiros no local sem autorização do próprio vereador ou de seus assessores.

 

 

Neste momento, a prioridade é garantir a segurança institucional, preservar a integridade dos gabinetes parlamentares e colaborar com qualquer investigação que venha a ser conduzida pelas autoridades competentes.



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