Max Russi diz que deputados devem responder por irregularidades investigadas pelo MPE

Presidente da Assembleia afirmou que Legislativo não irá interferir nas apurações da Operação Emenda Oculta


Por Rota Araguaia em 07/05/2026 às 10:24 hs

Max Russi diz que deputados devem responder por irregularidades investigadas pelo MPE
Victor Ostetti/MidiaNews

Redação

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, afirmou nesta quarta-feira (6) que qualquer pessoa envolvida em irregularidades deve responder judicialmente, independentemente do cargo que ocupa. A declaração foi dada após questionamentos sobre a investigação que atingiu o deputado estadual Elizeu Nascimento durante a Operação Emenda Oculta.

Sem citar diretamente o parlamentar, Max Russi destacou que não haverá interferência da Assembleia Legislativa nas investigações conduzidas pelo Ministério Público Estadual (MPE).

“Se o presidente, se o secretário, se um deputado, se um servidor, se alguém fizer qualquer coisa ilícita, vai pagar pelos seus atos. Quem cometer qualquer desvio, sendo deputado ou não, terá que responder por isso”, declarou o presidente do Legislativo à imprensa.

A operação, conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares em Mato Grosso.

Segundo Max Russi, tanto a presidência da Assembleia quanto a Procuradoria da Casa irão respeitar o trabalho dos órgãos de controle. “Confiamos no Ministério Público e em todos os órgãos de controle. Vamos deixar a cargo deles investigar e analisar os fatos”, afirmou.

Também nesta quarta-feira, Elizeu Nascimento negou qualquer participação no suposto esquema. O deputado afirmou que os R$ 150 mil apreendidos em sua residência estão declarados à Receita Federal e seriam destinados à sua campanha de reeleição.

Além de Elizeu, foram alvos da operação o vereador de Cuiabá Cezinha Nascimento, irmão do deputado; o empresário João Nery Chirolli, proprietário da Chiroli Esportes; Samara Regina Lucas Barbosa; Alex Jony Silva; e o assessor parlamentar João Batista de Almeida e Silva.

De acordo com as investigações, recursos públicos teriam sido destinados a institutos e posteriormente repassados à empresa de Chirolli. Parte dos valores, segundo o MPE, retornaria aos parlamentares investigados.

 

Os alvos da operação também tiveram quebra dos sigilos bancário e fiscal, além de bloqueio de bens e valores em contas bancárias.



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