Operação contra fraudes no “Jogo do Tigrinho” mira influenciadores e bloqueia R$ 11 milhões

Grupo usava redes sociais para simular ganhos e atrair vítimas em esquema com atuação em vários estados


Por Rota Araguaia em 06/05/2026 às 11:31 hs

Operação contra fraudes no “Jogo do Tigrinho” mira influenciadores e bloqueia R$ 11 milhões
crédito: Redes sociais/Reprodução

Redação

Nove pessoas foram alvo de uma operação conduzida pela 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia contra fraudes envolvendo plataformas de apostas virtuais, popularmente conhecidas como “Jogo do Tigrinho”. Na manhã desta quarta-feira (6), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em outros seis estados. Paralelamente, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 11 milhões das contas dos investigados.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema foi identificado após uma operação realizada em julho de 2024 na residência de um influenciador digital em Brazlândia, identificado como Roberth Lucas. Segundo as investigações, ele utilizava as redes sociais para divulgar supostos ganhos em apostas, direcionando seguidores a links manipulados, nos quais os valores eram desviados sem que houvesse apostas reais.

As apurações apontam que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas e uso de tecnologias para ocultar a identidade dos envolvidos, como proxies. Além disso, eram utilizadas contas de demonstração para simular ganhos e induzir vítimas ao erro, principalmente por meio das redes sociais.

Segundo o delegado Fernando Cocito, responsável pela 18ª DP, havia uma estrutura hierárquica bem definida, com liderança encarregada do recrutamento de participantes, definição de estratégias e ligação com plataformas estrangeiras. Outros integrantes atuavam na criação de contas, uso de CPFs de terceiros e execução direta das fraudes.

Ainda conforme a polícia, o grupo movimentou cerca de R$ 11 milhões provenientes da atividade criminosa durante o período investigado. Um dos suspeitos chegou a registrar média diária de R$ 48 mil em transações financeiras.

 

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa e estelionato. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o alcance do esquema.



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