Redação
Um vídeo que mostra uma cobra cascavel tomando sol entre pedras, às margens de uma trilha próxima a uma cachoeira, chamou a atenção nas redes sociais ao revelar a presença do animal no caminho por onde passam turistas. O registro foi feito no último domingo (3), na região da Cidade Perdida dos Pireneus, em Pirenópolis, destino turístico localizado no Entorno do Distrito Federal.
As imagens foram gravadas pelo guia turístico e turismólogo Sizernandes Rodrigues Guimarães, que atua há cerca de dez anos na região de Cocalzinho de Goiás. No vídeo, ele destaca o tamanho da serpente, estimado em cerca de 1,5 metro, e alerta para o risco de uma possível picada.
“Olha o tamanho dessa cobra. Toma cuidado, uso da perneira. Gestão de riscos. Tem gente que vem aqui sem o equipamento. O ambiente é delas. Ela mata, porque o veneno é forte”, afirmou o guia durante a gravação.
Segundo Sizernandes, o objetivo do vídeo é conscientizar os visitantes sobre a importância de adotar medidas de segurança durante trilhas e atividades de ecoturismo, como o uso de perneiras — equipamento de proteção que cobre a região entre o joelho e o tornozelo — e calçados fechados, além da recomendação de sempre estar acompanhado por um profissional capacitado.
“O objetivo de registrar e divulgar as imagens do animal é acender um alerta. Muitos turistas estão visitando a área sem acompanhamento de guias, sem equipamentos essenciais e, frequentemente, deixando lixo no local. Esse comportamento gera impactos negativos ao meio ambiente”, destacou.
Apesar do alerta, o guia ressalta que encontros com animais peçonhentos são raros. Em mais de uma década de atuação na região, ele afirma ter avistado cobras desse tipo apenas três vezes. Ainda assim, reforça que o risco aumenta quando visitantes estão despreparados, principalmente em áreas de difícil acesso.
De acordo com o profissional, em caso de picada, o tempo de resposta é determinante. Os pontos mais próximos com disponibilidade de soro antiofídico ficam em Pirenópolis, além das cidades de Anápolis e Alexânia. Dependendo da localização, o socorro pode levar até três horas — período suficiente para o veneno se espalhar pelo organismo.
Na região da Cidade de Pedras, há um sistema de gestão de segurança estruturado, e as trilhas do Parque dos Pireneus contam com certificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para atividades de ecoturismo e turismo de aventura. Guias experientes também conhecem pontos com sinal de telefonia, o que permite acionar rapidamente o Corpo de Bombeiros. Em algumas situações, o uso de helicóptero pode reduzir o tempo de resgate de horas para cerca de 40 minutos.
O caso também reacendeu discussões sobre a convivência com a fauna silvestre. Segundo Sizernandes, muitos internautas comentaram que matariam a cobra ao encontrá-la, atitude que ele reprova. “O ambiente é delas. O objetivo não é causar medo, mas conscientizar. Com acompanhamento adequado, é possível realizar o ecoturismo com segurança, respeitando a natureza e evitando riscos”, concluiu.
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