Multa de até R$ 30 mil e suspensão da CNH por 10 anos: projeto quer endurecer punições da Lei Seca

Proposta em análise na Câmara prevê penalidades mais duras para motoristas alcoolizados que causarem acidentes com morte ou invalidez


Por Rota Araguaia em 04/05/2026 às 17:39 hs

Multa de até R$ 30 mil e suspensão da CNH por 10 anos: projeto quer endurecer punições da Lei Seca
Christiano Antonucci - Secom - MT

Redação com informação do UOL

 

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe endurecer as punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes graves. A proposta prevê multas que podem chegar a R$ 30 mil, além da suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por até 10 anos.

 

O texto, identificado como Projeto de Lei nº 3.574/2024, é de autoria do ex-deputado federal Gilvan Máximo (Republicanos) e tem como objetivo aumentar o rigor das penalidades aplicadas em casos de embriaguez ao volante, especialmente quando há vítimas.

 

Pela proposta, em casos de acidentes com morte, o motorista poderá ser penalizado com multa equivalente a 100 vezes o valor de uma infração gravíssima, além da suspensão do direito de dirigir por uma década. Já em situações que resultem em invalidez permanente, a multa pode chegar a 50 vezes o valor da infração, com suspensão da CNH por até cinco anos.

 

Além das sanções administrativas, o projeto também prevê a obrigação de indenizar a vítima, com valores que podem ultrapassar R$ 14 mil, sem prejuízo do custeio integral das despesas médicas decorrentes do acidente.

 

Atualmente, a legislação brasileira determina multa de R$ 2.934,70 para quem dirige sob efeito de álcool, além da suspensão da CNH por 12 meses. Em casos mais graves, quando o teste do bafômetro indica nível igual ou superior a 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido, a conduta é enquadrada como crime de trânsito, podendo levar à proibição de dirigir.

 

Na justificativa do projeto, o autor argumenta que o número de mortes no trânsito no Brasil ainda é elevado e, em muitos casos, está associado ao consumo de álcool. O texto destaca que os óbitos registrados em vias urbanas e rodovias chegam a superar, em determinados contextos, os causados por conflitos armados e pandemias recentes.

 

Apesar da repercussão, a proposta ainda está em fase inicial de tramitação. Atualmente, o projeto aguarda parecer do relator, deputado Marcos Tavares (PDT), na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

 

Para se tornar lei, o texto ainda precisa ser aprovado nas comissões temáticas, passar pelo plenário da Câmara, seguir para análise do Senado e, por fim, receber a sanção do presidente da República.



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