Redação
O sistema de abastecimento de água operado pela empresa Águas de Barra do Garças enfrenta críticas crescentes e já é apontado por moradores como próximo de uma situação de calamidade. As reclamações não se restringem a bairros periféricos e atingem também a região central da cidade, indicando um problema generalizado na prestação do serviço.
Apesar do volume de queixas, a insatisfação popular parece não provocar reações efetivas do poder público municipal, responsável por fiscalizar a concessão e exigir qualidade no fornecimento. Moradores relatam que, ano após ano, o período de estiagem agrava um cenário recorrente de escassez. Em alguns bairros, o abastecimento é interrompido ainda durante a tarde, por volta das 15h, com retorno apenas na madrugada, situação que se repete mesmo em dias considerados normais.
Durante a alta temporada, especialmente no mês de julho, quando Barra do Garças recebe visitantes de diversas regiões do país, o fornecimento é administrado de forma ainda mais restritiva. Segundo relatos, a distribuição passa a ocorrer “a conta-gotas”, numa tentativa de evitar impactos diretos ao turismo, enquanto a população local convive com a precariedade já naturalizada.
A gravidade do problema chegou à Câmara Municipal. O vereador Gabriel Pereira Lopes, conhecido como Zé Gota (MDB), pré-candidato a deputado estadual, afirmou que recebe diariamente vídeos de moradores denunciando a presença de água barrenta nas torneiras. De acordo com ele, o problema atinge todos os bairros da cidade.
Segundo o parlamentar, ao procurar a concessionária, a resposta recorrente é a realização de manutenções na rede. A justificativa, no entanto, não convence. Em tom crítico, ele ironiza a situação ao dizer que, nesse ritmo, “vai ser proibido usar roupas brancas em Barra do Garças”, diante das dificuldades enfrentadas por famílias que não conseguem sequer lavar uniformes escolares.
Diante do cenário, o vereador defendeu a mobilização do Legislativo para cobrar explicações do Executivo municipal, na figura do prefeito Adilson Gonçalves. Ele também mencionou a possibilidade de acionar órgãos como a Agência Reguladora de Concessões e o Procon, em busca de providências imediatas. Além da precariedade no serviço, outro ponto levantado é o custo da tarifa praticada na cidade, considerada elevada em comparação com outras regiões. Para o parlamentar, o valor cobrado não corresponde à qualidade entregue. Entre os problemas relatados estão fornecimento irregular, água com aparência inadequada, dificuldades no atendimento ao consumidor e ausência de respostas eficazes por parte da empresa.
Para moradores e representantes públicos, o cenário evidencia uma crise no abastecimento de água potável em Barra do Garças. Mais do que um transtorno pontual, a situação é vista como uma falha estrutural na prestação de um serviço essencial. O acesso à água limpa, reforçam as críticas, não pode ser tratado como concessão, mas como um direito básico da população".
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