Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e atinge 49,9%, aponta Banco Central

Comprometimento da renda também alcança maior nível da série histórica e acende alerta sobre superendividamento


Por Rota Araguaia em 27/04/2026 às 14:04 hs

Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e atinge 49,9%, aponta Banco Central
Reprodução

Redação

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro e renovou o recorde histórico da série do Banco Central do Brasil, iniciada em 2005. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) e mostram alta de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro.

O indicador considera o saldo das dívidas das famílias em relação à renda disponível acumulada nos últimos 12 meses.

Sem incluir financiamentos imobiliários, o endividamento também subiu, chegando a 31,4% em fevereiro, contra 31,3% no mês anterior.

Outro dado que acende alerta é o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas, que atingiu 29,7%, novo recorde da série histórica. O índice teve aumento de 0,2 ponto percentual no mês.

Desconsiderando financiamentos imobiliários, o comprometimento da renda também alcançou máxima histórica, passando de 27,2% em janeiro para 27,4% em fevereiro.

Os números reforçam o cenário de superendividamento no país e surgem às vésperas do anúncio de um novo programa de renegociação de dívidas do governo federal, previsto para 1º de maio.

A equipe econômica e representantes dos principais bancos ainda discutem os detalhes do novo modelo do programa Desenrola, incluindo critérios para adesão e quais débitos poderão ser renegociados.

 

O avanço do endividamento e o peso das parcelas sobre o orçamento das famílias elevam a preocupação com o consumo, inadimplência e os impactos na economia.



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