Redação
Cerca de 52,97% dos adultos de Mato Grosso estão com contas em atraso, segundo levantamento da Serasa. O índice representa aumento em relação a janeiro de 2025, quando o percentual era de 51,48%, avanço de 1,51 ponto percentual.
Apesar da variação, o dado reforça um cenário considerado estrutural no estado. De acordo com a Serasa, o alto nível de inadimplência evidencia a pressão no orçamento das famílias e aponta a necessidade de maior educação financeira, planejamento e controle de gastos.
Mato Grosso aparece acima da média nacional, que é de 49,87%, e figura entre os estados com maior índice de inadimplência no país, atrás de unidades como Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rio de Janeiro, Tocantins e São Paulo.
No cenário nacional, o número de inadimplentes chegou a 81,7 milhões de pessoas, que acumulam cerca de R$ 539 bilhões em dívidas. O valor médio devido por consumidor é de R$ 6.598,13. Segundo o levantamento, o uso frequente de crédito com juros elevados, como cartão de crédito, cheque especial e parcelamentos longos, está entre os principais fatores para o endividamento.
As dívidas com bancos e cartões de crédito lideram o ranking, representando 26,8% do total, seguidas por financeiras (23,3%) e serviços (11,3%), além de contas básicas como água, energia e gás.
Para sair da inadimplência, a orientação é que o consumidor busque negociar as dívidas de forma planejada, priorizando aquelas com juros mais altos. Organizar o orçamento, listar débitos e controlar despesas também são medidas essenciais para recuperar o equilíbrio financeiro.
Outro levantamento da Serasa indica que Mato Grosso ocupa a 10ª posição no ranking nacional de custo de vida, com gasto médio mensal de R$ 3.360. As despesas essenciais, como supermercado, moradia e contas recorrentes, consomem quase 60% da renda das famílias.
Entre os principais gastos estão alimentação, com média de R$ 860 por mês; contas fixas, como água, luz e internet, que somam cerca de R$ 670 — o maior valor do país nessa categoria —; transporte, com R$ 330 mensais; e lazer, que representa o menor investimento, com média de R$ 210 por mês.
O cenário reforça os desafios enfrentados pelas famílias mato-grossenses para manter as contas em dia diante do custo de vida elevado e do acesso facilitado ao crédito.
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