Governo lança medidas emergenciais para conter alta dos combustíveis e evitar paralisação

Pacote inclui revisão de impostos, fiscalização de preços e garantia do piso do frete diante de pressão no setor de transportes


Por Rota Araguaia em 18/03/2026 às 13:59 hs

Governo lança medidas emergenciais para conter alta dos combustíveis e evitar paralisação
Reprodução

Redação

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (18), um pacote de medidas emergenciais para conter a alta dos combustíveis e evitar uma possível paralisação nacional dos caminhoneiros, semelhante à registrada durante a Greve dos Caminhoneiros de 2018.

A iniciativa foi apresentada pelos ministérios da Fazenda e dos Transportes, sob coordenação dos ministros Fernando Haddad e Renan Filho. O objetivo é reduzir a pressão sobre o setor e garantir o funcionamento da cadeia logística no país.

Entre as principais ações está a proposta de revisão do ICMS sobre os combustíveis, com foco na redução da carga tributária ao consumidor final. Em contrapartida, o governo sugere que os estados ampliem o combate a fraudes fiscais e devedores contumazes para manter a arrecadação.

Outra medida é a criação de uma força-tarefa de fiscalização, envolvendo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Procons e o Ministério da Justiça, para coibir aumentos considerados abusivos. Segundo a ANP, o preço médio da gasolina subiu de R$ 6,30 para R$ 6,46 em apenas uma semana, chegando a picos de R$ 6,59 em algumas capitais.

O pacote também prevê o reforço na fiscalização do piso mínimo do frete, uma das principais demandas da categoria. A medida busca impedir a contratação de transportes abaixo do custo operacional, o que tem pressionado os caminhoneiros.

Apesar das ações, o clima entre os profissionais do setor ainda é de desconfiança. O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, afirmou que a categoria permanece em estado de alerta diante das condições atuais.

O cenário é agravado por fatores externos, como a instabilidade no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo no mercado internacional, e pela dependência do transporte rodoviário no Brasil, responsável por mais de 60% da movimentação de cargas.

A preocupação do governo é evitar impactos em cadeia na economia, já que o aumento do diesel influencia diretamente no custo de produtos básicos, como alimentos e medicamentos. Nas próximas semanas, o avanço das negociações com os estados e o diálogo com lideranças da categoria serão decisivos para garantir a normalidade no abastecimento e no transporte em todo o país.



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