As redes sociais deixaram de ser apenas espaços de descoberta e passaram a atuar como canais diretos de compra no Brasil. O consumidor não apenas se inspira com produtos exibidos no feed, mas também finaliza a compra dentro das próprias plataformas.
De acordo com a pesquisa “Compras por aplicativos e redes sociais — 2025”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 49% dos consumidores afirmam ter feito compras diretamente pelas redes sociais nos últimos 12 meses.
O resultado indica uma mudança no comportamento de consumo: praticamente um em cada dois brasileiros já utiliza essas plataformas como ponto de venda.
A consolidação das redes como canal de compra está ligada à simplificação da jornada do consumidor. Em muitos casos, é possível visualizar o produto, conferir avaliações e concluir a compra sem sair do aplicativo, por meio de links integrados, mensagens em aplicativos ou checkouts simplificados.
Entre os principais motivos para comprar pelas redes estão a praticidade (35%), melhores preços e ofertas (31%) e acesso a novidades (26%). A redução de etapas entre o interesse e a compra tem aumentado a conversão.
As categorias mais vendidas refletem o perfil visual das redes sociais. Roupas, sapatos e acessórios lideram com 50%, seguidos por cosméticos e produtos de beleza (41%), itens para casa (36%) e eletrônicos (29%).
Esses produtos se beneficiam de imagens, vídeos curtos e demonstrações práticas, formatos que favorecem a decisão de compra em ambientes digitais.
Mesmo com a facilidade, o consumidor mantém um comportamento cauteloso. A pesquisa mostra que 99% dos usuários pesquisam antes de comprar, buscando principalmente preços, avaliações, fotos reais e informações detalhadas.
Esse dado reforça o papel da chamada “prova social”, em que a decisão de compra é influenciada pela experiência de outros consumidores, mais do que pela publicidade tradicional.
O avanço do social commerce exige mudanças na estratégia das empresas. As redes sociais deixaram de ser apenas vitrines e passaram a integrar diretamente o funil de vendas.
Marcas que investem em conteúdo claro, atendimento ágil e integração com meios de pagamento e logística tendem a ter melhor desempenho. Por outro lado, empresas que utilizam as redes apenas para divulgação institucional podem perder espaço.
A tendência indica uma transformação estrutural no consumo digital: o feed se tornou, ao mesmo tempo, vitrine, balcão e caixa. Para o consumidor, isso representa conveniência. Para o varejo, uma oportunidade que exige adaptação e eficiência em toda a jornada de compra.
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