Redação
Se antes o medo era turbulência, agora é o passageiro da poltrona ao lado. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que os casos de indisciplina a bordo cresceram 70% nos últimos dois anos — e não estamos falando de gente reclinando a cadeira demais.
Em audiência na Câmara, o diretor-presidente da agência, Tiago Faierstein, revelou que o Brasil registra quase seis episódios por dia, incluindo agressões a tripulantes, ameaças de bomba, importunação sexual e até quebra-quebra em aeroporto. Só em 2025, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), foram 1.764 ocorrências, sendo 288 com risco direto à segurança.
A solução proposta? Impedir que o passageiro barraqueiro simplesmente compre passagem em outra empresa no dia seguinte, como se nada tivesse acontecido. A medida está sendo regulamentada com base na Lei do Voo Simples.
A comparação foi direta: se torcedor violento é proibido de entrar em estádio, por que quem transforma voo em ringue de MMA pode continuar viajando normalmente?
Se a regra sair do papel, quem quiser protagonizar escândalo talvez tenha que optar por outro meio de transporte — de preferência, um onde o único risco seja perder o horário.
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