Operação Via Paralela investiga esquema de entrada e venda de celulares em presídio de MT

Seis pessoas são alvo de mandados de prisão e busca em operação da Polícia Civil contra esquema dentro de unidade prisional


Por Rota Araguaia em 27/02/2026 às 12:50 hs

Operação Via Paralela investiga esquema de entrada e venda de celulares em presídio de MT
Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Redação

 

Pelo menos seis pessoas são investigadas por suspeita de integrar um esquema de entrada e comercialização ilegal de celulares no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos, em Várzea Grande. Entre os alvos estão dois policiais penais, detentos e a esposa de um dos presos. As identidades não foram divulgadas.

O caso resultou na deflagração da Operação Via Paralela, que cumpre seis mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão domiciliar nesta sexta-feira (27), em Cuiabá e Várzea Grande. As ordens foram expedidas pela Justiça e são executadas pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o esquema funcionava de forma organizada dentro da unidade prisional, com participação de servidores e internos. Os policiais penais suspeitos teriam utilizado o acesso ao presídio para introduzir os aparelhos. Um dos detentos exerceria papel central na articulação, coordenando a venda dos celulares entre os presos e garantindo o repasse dos valores aos envolvidos.

Ainda conforme a apuração, os aparelhos eram adquiridos com fornecedor externo, inclusive em dias de folga dos servidores investigados. Dentro do presídio, os celulares eram escondidos em pontos estratégicos e posteriormente recolhidos por outro detento, que teria livre circulação, para entrega aos compradores.

Os valores cobrados variavam entre R$ 400 e R$ 800 por aparelho, e, de acordo com a polícia, até oito celulares poderiam ser levados de uma só vez para o interior da unidade. O inquérito apura os crimes de associação criminosa, corrupção passiva e ingresso ilegal de aparelho telefônico em estabelecimento prisional.

Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso informou que acompanha o cumprimento das ordens judiciais por meio da Corregedoria-Geral e que adotará as medidas administrativas cabíveis em relação aos servidores investigados.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marlon Luz, a operação busca interromper o esquema e reunir novas provas que possam levar à identificação de outros envolvidos.

Operação Tartufo

Na quinta-feira (26), três pessoas suspeitas de vender armas de fogo e enviar celulares para dentro de presídios foram presas durante a Operação Tartufo, também realizada pela Polícia Civil. Além das prisões, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em residências e em um galpão.

A investigação, iniciada em 2023, identificou um grupo com funções divididas para atuar dentro e fora do sistema prisional. Segundo a polícia, o principal alvo organizava a venda ilegal de armas, como pistolas e espingardas, além de coordenar a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá.

Outro investigado seria responsável pelo transporte e ocultação dos aparelhos eletrônicos. Já o terceiro suspeito teria papel de liderança dentro da unidade prisional, com ligação a uma facção criminosa.

As ordens de busca foram cumpridas em quatro residências e em um imóvel comercial na capital e em Várzea Grande. As prisões preventivas foram autorizadas pela Justiça, com parecer favorável do Ministério Público.



Deixe seu Comentário


 topo

Seja visto por centenas de pessoas diariamente

Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !