Redação
Uma iniciativa voltada à proteção animal está ajudando a reduzir riscos de atropelamento de cães abandonados no Campus Araguaia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Pontal do Araguaia. A ação foi idealizada pelos projetos Aumigos UFMT-Pontal e Petcreche e Hotelzinho Bom para Cachorro, após a identificação de perigo para os animais, principalmente no período noturno, devido à baixa visibilidade na MT-100, onde está localizada a unidade I do campus.
A parceria resultou na produção de cinco coleiras refletivas, destinadas a cães que vivem nas proximidades da universidade. Os animais beneficiados — Amendoim, Pedro Lucas, Valentina, Madalena e Felipinho — são cães sem raça definida (SRD), descritos pelas cuidadoras temporárias como dóceis, carinhosos e aptos para adoção responsável. Enquanto aguardam um lar definitivo, eles recebem cuidados de alunos voluntários da UFMT.
As coleiras foram confeccionadas por reeducandos da Cadeia Pública de Barra do Garças, por meio de uma parceria entre os projetos e a Polícia Penal de Mato Grosso. O objetivo é aumentar a segurança tanto dos animais quanto dos motoristas que trafegam pela região.
A iniciativa ocorre em meio ao fortalecimento do debate nacional sobre proteção animal. Recentemente, um caso de maus-tratos em Florianópolis (SC), que resultou na morte de um cachorro conhecido como “Orelha”, gerou ampla mobilização nas redes sociais e reacendeu discussões sobre punições para crimes de abandono e crueldade.
No Brasil, maus-tratos e abandono de animais são crimes previstos na Lei nº 14.064/2020, que estabelece penas de três a cinco anos de prisão. No âmbito da UFMT Araguaia, a Resolução CONSUNI nº 14/2017 também proíbe práticas de abandono e maus-tratos dentro do campus.
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