Mato Grosso resgatou 627 trabalhadores de condições análogas à escravidão em 2025

As investigações resultaram no resgate de trabalhadores nos setores rural, de garimpo, da construção civil e da exploração sexual.


Por Rota Araguaia em 28/01/2026 às 16:32 hs

Mato Grosso resgatou 627 trabalhadores de condições análogas à escravidão em 2025
Foto: MTE

Redação

Mato Grosso registrou o resgate de 627 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão ao longo de 2025. Os dados são da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT) e foram divulgados nesta quarta-feira (28), data em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

O levantamento também aponta que 716 pessoas tiveram o vínculo de trabalho formalizado após fiscalizações que identificaram irregularidades nos registros trabalhistas. Ao todo, foram realizadas 34 operações de fiscalização, que alcançaram 848 trabalhadores, com foco na jornada de trabalho e no pagamento de salários.

Segundo a SRTE-MT, os resgates ocorreram em diferentes setores, incluindo o meio rural, garimpo, construção civil e exploração sexual. As ações foram realizadas nos municípios de Porto Alegre do Norte, Cuiabá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Sorriso, Chapada dos Guimarães e Cláudia.

Resgate após incêndio em alojamento

O caso mais emblemático de 2025 ocorreu em agosto, em Porto Alegre do Norte, quando 586 trabalhadores foram resgatados em um canteiro de obras após um incêndio atingir um alojamento. A ocorrência revelou condições degradantes de trabalho e jornadas exaustivas.

Na ocasião, auditores-fiscais identificaram trabalhadores recrutados das regiões Norte e Nordeste do país vivendo em situação precária em uma obra localizada na zona rural do município. Os alojamentos apresentavam condições inadequadas, comprometendo a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, além de impedir o descanso adequado em meio ao calor intenso da região.

O incêndio expôs um cenário considerado alarmante pelas autoridades, marcado por precariedade estrutural e graves violações de direitos trabalhistas.

Como denunciar

Denúncias de trabalho análogo à escravidão e outras violações de direitos humanos podem ser feitas pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados. O serviço é gratuito e pode ser acessado de qualquer telefone fixo ou móvel.

Qualquer pessoa pode registrar denúncia, seja como vítima ou testemunha. As informações são recebidas pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que analisa e encaminha os casos aos órgãos responsáveis.

 

Além disso, o governo federal mantém o Sistema Ipê, canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, sendo recomendada a inclusão do maior número possível de informações para auxiliar as investigações.



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