Sete pessoas são presas em operação contra golpes pela internet em MT

Investigações apontam que o grupo aplicava golpes conhecidos como “falso intermediário” em anúncios de venda de veículos publicados em marketplaces de redes sociais.


Por Rota Araguaia em 28/01/2026 às 14:56 hs

Sete pessoas são presas em operação contra golpes pela internet em MT
Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Redação

Sete pessoas foram presas nesta quarta-feira (28), suspeitas de integrar um grupo criminoso envolvido em golpes pela internet, durante a Operação Marketplace, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso e do Amapá, em Cuiabá.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados são alvos de apurações por crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além das prisões preventivas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores ligados ao esquema.

As investigações apontam que o grupo aplicava o golpe conhecido como “falso intermediário” em anúncios de venda de veículos publicados em marketplaces de redes sociais. Nesse tipo de crime, os suspeitos copiavam anúncios reais e ofereciam o mesmo veículo por valores bem abaixo do preço de mercado para atrair compradores.

A polícia identificou vítimas em pelo menos nove estados do país: Roraima, Tocantins, Goiás, Bahia, Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Norte, São Paulo e Santa Catarina.

Segundo a Polícia Civil, tanto vendedores quanto compradores eram enganados. Os criminosos intermediavam a negociação e convenciam o interessado a realizar o pagamento para contas bancárias indicadas pelo grupo. Após a transferência, as vítimas eram bloqueadas e só então percebiam que haviam caído no golpe.

Com o avanço das investigações, os policiais identificaram ao menos 23 pessoas envolvidas no esquema, incluindo suspeitos que estariam atuando de dentro do sistema prisional de Mato Grosso. Ainda conforme a polícia, o grupo possuía divisão de tarefas e atuava de forma organizada para aplicar os golpes e ocultar o dinheiro obtido ilegalmente.

 

As investigações tiveram início após o registro de boletins de ocorrência feitos por vítimas em Cuiabá e foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Fraudes Eletrônicas (DRFE), com apoio da Delegacia de Estelionato.



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