Redação
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou o afastamento de um professor da rede municipal de Quirinópolis após ele agredir um aluno com uma série de tapas dentro da sala de aula. Um vídeo registra o momento em que o profissional parte para cima da criança, fato que motivou grande repercussão e levou o Ministério Público de Goiás (MPGO) a ingressar com uma ação civil pública.
A decisão foi proferida pela juíza Adriana Maria dos Santos Queiróz de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do município, no sábado (15), e divulgada nesta terça-feira (18). O nome do professor não foi divulgado e, por isso, a reportagem não conseguiu contato com a defesa.
Segundo o TJGO, o Município de Quirinópolis deve adotar, em até 48 horas, todas as providências administrativas para efetivar o afastamento. O professor também está proibido de manter qualquer contato com a vítima, familiares e testemunhas, sob pena de multa diária e outras sanções legais.
A agressão ocorreu em 29 de outubro de 2025, por volta das 11h40, em uma escola municipal. De acordo com o MPGO, o estudante do 6º ano foi atingido na cabeça, nos braços e nos ombros. As lesões foram confirmadas em atendimento médico.
Na época do ocorrido, a prefeitura informou que havia tomado medidas administrativas imediatas e que o professor, ainda em estágio probatório, foi afastado preventivamente das funções enquanto o caso era apurado.
Decisão
Conforme divulgado pelo TJGO, o professor deixou o local após agredir a criança, o que demonstra consciência da gravidade de suas atitudes. Outro ponto destacado corresponde ao fato de que a agressão não foi um episódio isolado, pois momentos antes o docente havia sido advertido pela Secretaria Municipal de Educação e pela direção da unidade devido a um comportamento inadequado contra outro aluno.
“Ao analisar o pedido de urgência, a juíza Adriana Queiróz de Oliveira destacou a existência de fortes indícios de reiteração de condutas violentas, bem como os impactos psicológicos e emocionais sofridos pela vítima, descritos em relatório técnico emitido por equipe especializada”, informou o órgão.
A permanência do educador no ambiente escolar foi vista pela magistrada como um risco a novas agressões e possibilidade de revitimização. A decisão busca resguardar todas as crianças e adolescentes da escola.
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