A reitoria do Centro Universitário UniCathedral e a direção da Cadeia Pública de Barra do Garças discutiram, em reunião na manhã desta segunda-feira (17), a implantação de um projeto-piloto que vai oferecer ensino superior a reeducandos do município. A iniciativa, considerada inédita no interior de Mato Grosso, está em fase de estudo e pode servir como modelo para outras unidades prisionais.
A proposta busca fortalecer a ressocialização por meio do Ensino à Distância (EAD) e poderá contemplar graduações de curta duração, como Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Empreendedorismo e Inovação, Gestão de Agronegócio, Gestão Ambiental, Gestão Comercial, Gestão Financeira, Gestão Hospitalar, Gestão Pública, Recursos Humanos, Logística, Marketing e Serviços Jurídicos e Notariais. Já o curso de Administração tem duração de quatro anos.
O reitor do UniCathedral, Ronny César Camilo Mota, destacou o impacto social da iniciativa. “Um projeto que vai devolver para a sociedade uma pessoa bem melhor, isso é ressocialização. Isso é responsabilidade do ensino superior e, portanto, responsabilidade do UniCathedral [...] é uma oportunidade de ofertar cursos de graduação para que eles estejam devidamente capacitados para integrar a sociedade e o mercado do trabalho”, afirmou.
Jailson André Costa e Silva, diretor da cadeia pública, comemorou o avanço da parceria e disse que a proposta trará benefícios diretos tanto aos reeducandos quanto às instituições envolvidas. Ele também adiantou que já estão sendo encaminhadas tratativas para firmar alianças com empresas locais, a fim de facilitar a contratação dos internos após o cumprimento da pena.

“A gente fica muito feliz com essa parceria e mais feliz ainda que, de antemão, conseguimos outra parceria para que os servidores e os filhos desses servidores possam ter também bolsas e descontos no UniCathedral. Foi uma reunião muito produtiva e saímos muito satisfeitos com esse acordo”, contou o diretor.
A pró-reitora acadêmica Elaine Navarro reforçou que a educação é um dos instrumentos mais eficazes de ressocialização. Segundo ela, o projeto prevê, além da formação acadêmica, ações de desenvolvimento socioemocional que irão preparar os participantes para o retorno ao convívio social e ao mercado de trabalho.
O policial penal Bruno Marques, que acompanha as tratativas junto ao Judiciário, reforçou a relevância do projeto. Ele ressaltou que não há ressocialização efetiva sem educação e classificou a reunião como “extremamente produtiva”.
A expectativa é que o projeto seja colocado em prática a partir do próximo ano, após a inauguração da nova unidade prisional que está sendo construída pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejus-MT) no município.
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