Redação
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (13), o empresário V.M.S., proprietário de uma transportadora em Barra do Garças (509 km de Cuiabá), suspeito de integrar um esquema de fraudes que teria causado prejuízo milionário ao Grupo Bom Futuro. A detenção ocorreu poucas horas após a prisão em flagrante do funcionário W.G.D., em Cuiabá, acusado de gerar notas fiscais e pagamentos irregulares em nome da transportadora investigada.
Segundo a Delegacia Especializada de Estelionato, o funcionário, que atuava na gestão da frota do grupo, utilizava o acesso ao sistema interno para emitir Conhecimentos de Transporte Eletrônico (CT-e) falsos e autorizar pagamentos por fretes que nunca foram realizados. Em muitos casos, os serviços foram executados por caminhões próprios do conglomerado, mas eram registrados como se fossem prestados pela empresa do acusado.
Somente nesta semana, o setor de compliance identificou lançamentos manuais suspeitos que totalizavam R$ 295 mil. A auditoria interna apontou que, nos últimos dois a três anos, o prejuízo estimado pode variar entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões.
Durante a prisão em flagrante em Cuiabá, o funcionário foi encontrado com documentos, agendas e dispositivos eletrônicos supostamente ligados ao esquema. Na casa dele, policiais apreenderam um Volvo XC90, um Hyundai Creta e diversos registros de compra incompatíveis com sua renda formal, de aproximadamente R$ 7 mil mensais. Esses indícios levaram a Polícia Civil a identificar o envolvimento da transportadora, resultando na prisão do empresário em Barra do Garças.
Confissão e continuidade das investigações
De acordo com o delegado Pablo Carneiro, o funcionário confessou os crimes durante depoimento. O delegado informou que o caso foi inicialmente descoberto pelo próprio Grupo Bom Futuro, durante auditoria interna.
“Foi uma situação flagrancial. A vítima realizou o levantamento e o setor de compliance detectou o desvio”, afirmou Carneiro.
As investigações seguem com análise bancária, fiscal e patrimonial dos envolvidos, com o objetivo de identificar possíveis cúmplices ou outras empresas beneficiadas. Os veículos apreendidos permanecem no pátio da delegacia, e a documentação recolhida será periciada.
Os dois suspeitos foram autuados em flagrante. A Polícia Civil trabalha agora para confirmar o valor total do prejuízo e esclarecer se o esquema contava com apoio de terceiros.
Em nota, o Grupo Bom Futuro informou que está colaborando integralmente com as investigações.
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